quinta-feira, março 17

O QUE SE FAZ PARA CONSTRUIR UMA IMAGEM...


in: correiodamanhã, ed. on-line
Solidário - preocupação expressa em visita a centros de apoio

Sampaio com imigrantes
"Hoje ao almoço, puseram-me o jornal à frente e senti-me um bocado mal”. O relato é do Presidente da República e refere-se ao estudo divulgado ontem, que coloca Portugal como um dos países da União Europeia (UE) onde é maior a atitude de resistência à entrada de imigrantes. Jorge Sampaio visitou o Centro Nacional de Apoio ao Imigrante (CNAI), em Lisboa, no dia em que a instituição completou um ano de luta contra a exclusão das minorias étnicas.
De acordo com o Observatório Europeu dos Fenómenos Racistas e Xenófobos, Portugal é o 4.º país da UE com o maior índice de xenofobia, com 62,47% dos portugueses a mostrarem-se contra a vinda de pessoas de outros países. Só a Grécia (87,48%), a Hungria (86,53%) e a Áustria (64,37%) tiveram resultados mais desanimadores no maior estudo já feito na UE sobre racismo e xenofobia.

Sampaio não gostou. “Todas as estatísticas mostram que Portugal vai precisar de mais imigrantes nos próximos anos e tem todo o interesse em acolhê-los bem, para que a integração seja bem feita”, afirmou o Presidente, mostrando estar a par das situações mais problemáticas com que se deparam os estrangeiros residentes em Portugal. “Há imensas situações de ilegalidade e sofrimento, há exploração laboral, dezenas de casos de crianças sem nacionalidade.”

Durante a visita de Sampaio ao CNAI de Lisboa, foi também confirmada a continuidade da pasta da Imigração sob a tutela do ministro da Presidência, com Pedro Silva Pereira a confirmar que a pasta não irá passar para o Ministério da Administração Interna.

Os CNAI, uma espécie de Lojas do Cidadão da imigração, comemoraram ontem o primeiro ano de funcionamento, em que atenderam perto de 300 mil pessoas.

Sampaio regressa hoje às visitas ao interior do País, com uma “minipresidência aberta” por Portalegre. Será recebido nos concelhos de Ponte de Sor, Sousel, Alter do Chão, Nisa, Gavião e Crato, percorrendo 500 quilómetros em três dias.

PRESIDENTE RECEBE AULA DA FILHA

Responsável pela coordenação do Gabinete de Apoio Jurídico do CNAI, Vera Sampaio foi um dos responsáveis que ontem receberam o chefe de Estado e responderam às suas questões sobre o problema da imigração. “Temos cada vez mais utentes com muitos problemas laborais e temo-nos debatido com a questão complicada dos abonos de família”, enumerou Vera, sob o olhar atento do pai. Noutra sala, Jorge Sampaio ouviu da russa Galina Leonova, coordenadora do Gabinete de Apoio ao Reconhecimento de Habilitações e Competências, a dura realidade dos médicos e engenheiros que vêm do Leste e são obrigados a trabalhar nas obras: “As barreiras burocráticas são muitas”. Jorge Sampaio percorreu todos os corredores e salas de um centro que funcionou ontem normalmente. Nas filas de espera, brasileiros, cabo-verdianos, ucranianos, todos reparavam na comitiva de fato e gravata que percorria o edifício. Alguns reconheciam o político. “Tás a ver? Aquele é o Presidente de Portugal”, dizia, em russo, um homem a levantar o seu pequeno filho no ar em frente a uma sala abarrotada. Por onde passava, Sampaio ia cumprimentando e deixando mensagens de esperança: “Meus senhores, boa tarde. Muito gosto, um pouquinho de paciência.” E desaparecia perante os olhares espantados de quem não esperava ver ali uma pessoa tão importante.

Rodrigo de Matos

O Comentário do COISAS:

Nada tenho contra os que para cá vêem por bem, para trabalhar, para fazer pela vida, como aliás o fazem muitos portugueses por esse mundo fora. Agora, PEDIR DESCULPAS, pelo povo português, como o PR, fez, pelos erros de meia dúzia de pessoas sem escrúpulos que prevaricam? Francamente Dr. Sampaio, não o vi tomar decisões no sentido de acabar com a situação, nem lhe conheço posições objectivas (antes pelo contrário, de si só conheço subjectividade). Falar, todos falam e muito bem; medidas é que não se vislumbram.Pois, é que isto de tomar medidas para dar condições aos que já cá estão, sem fechar as portas aos que querem entrar, tendo-se assim uma pescadinha de rabo na boca, é tomar medidas impopulares e ali está um manancial de votos em futuras eleições. Mais vale cair em graça que ser-se engraçado. Aliás, não é à toa que os Imigrantes são estandartes (eu diria títeres) de determinados sectores da vida socio-política deste país, à qual não há um mínimo de interesse que as coisas se resolvam a curto ou médio prazo. Depois vão gritar contra quê? Nunca vi uma lei, ou mesmo um projecto de legalização que fosse considerado positivo. Todos são redutores, castradores... Merda, nada se faz bem neste país... quantas regualarizações extraordinárias já se fizeram neste país? É que quando os números só são vistos do ponto de vista de um dos lados da questão, algém no meio disto tem de pagar a factura e fazer de mau-da-fita.

Dr. Sampaio, tenho pena de não o ver chorar, ou pedir desculpas a quantos estiveram na Guerra Colonial, contra a sua vontade. Será que são uma vergonha para si? Aos Americanos ainda é explicável o que sucede com os militares que estiveram no Vietname; a esmagadora maioria foi voluntáriamente para lá e acabam por ser "malditos" para os seus pares. Aqui, não, foi o Estado (sei que não era o seu), quem mandou para lá tantos, na maioria contra a sua vontade; mas hoje está à cabeça do Estado e esse é Portugal e não o vejo defender com determinação, quando o seu nome é pisoteado lá fora.

Faz o que convém... quando lhe convém, não é?


P.S.: Já agora vá pedir desculpa a tantos desgraçados deste país que esperam por uma habitação condigna há mais de 20 anos e até hoje têm levado negas. Eu compreendo o que se passa (até vão dizer que sou mais um xenófobo), mas quem faz entender a essa gente o porquê desta situação?? Depois não querem que digam que está a aumentar a animosidade para com os estrangeiros. Ainda não está bem como noutros lados, mas a coisa está mesmo a por-se a preceito.

A diferença entre ser-se popular e "popularucho", é que o primeiro é um predicado expontâneo e o segundo é resultado de pura cosmética política.


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