quinta-feira, março 31

CRISE?...QUAL CRISE?!?!?


Emilio Sáenz (Director Geral da VW Autoeuropa em declarações à comunicação social):

" Como Espanhol, observo que Portugal é o país onde vi mais veículos automóveis de luxo e topo de gama nas estradas. AUDI, BMW, etc..."


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quarta-feira, março 23

O OVO DE COLOMBO... e A GUERRA DAS QUINTAS

"Tráfico de armas é preocupante"

Fenómeno. Director da PJ apreensivo com acesso de jovens a armas

"É altamente preocupante a forma como se traficam, compram e vendem armas no nosso País". A opinião é do director nacional da Polícia Judiciária (PJ), Santos Cabral, o qual elencou o "tráfico de substâncias com componentes explosivas" como outra das suas preocupações, ontem durante uma jornada de reflexão sobre violência e criminalidade urbana. A zona da Grande Lisboa é a área preferencial de actuação de grupos criminosos, referenciados como gangs, sendo que, segundo os números recolhidos pela PSP, é na Amadora que se registaram o maior número de apreensões de armas de fogo.

Posteriormente à comunicação apresentada a um auditório composto por inspectores da PJ, agentes da PSP e magistrados do Ministério Público (MP), Santos Cabral acrescentou ao DN que há da parte da PJ a "noção" de que as armas empregues por grupos criminosos que actuam nas cidades são "cada vez mais perigosas". Ainda por cima, salientou, estão ao alcance de "gente cada vez mais jovem". A sua percepção enquanto responsável máximo da Judiciária é que "é cada vez mais fácil adquirir uma arma".

A proliferação de armas de fogo foi um dos temas centrais do debate que reuniu magistrados do MP, PSP e PJ. Os números avançados pelo comissão Dário Prates, chefe da divisão de investigação criminal da PSP, mostram que em 2004 esta força policial apreendeu 224 armas de fogo proibidas na zona de Lisboa, o que dá uma arma apreendida em cada dois dias. No entanto, foi perceptível que entre todos existem áreas de fricção institucional e operacional.

Enquanto a procuradora do DIAP, Cândida Vilar, defendeu um maior controlo do MP, como titular da acção penal, nas investigações, por sua vez a PJ realçava a autonomia técnica e táctica consagrada na lei. E se o comissário Dário Prates defendeu uma alteração à Lei Orgânica de Investigação Criminal, no sentido de alargar as competências da PSP na investigação de determinados crimes, o inspector da PJ, Leitão dos Reis, considerou que as disposições do actual diploma estão correctas.

Num aspecto, os órgãos de polícia criminal e o MP estiveram de acordo é preciso mais trocas de informações. Só que as formas de actuar das polícias também criam crispações: aos números de apreensões de armas exibidos pelo comissário da PSP, respondeu o inspector Leitão dos Reis, afirmando que o que está em causa é a origem das armas, por isso de nada vale apreender cem, porque estas serão rapidamente substituídas.

in: DN, ed. on-line de 23 Março de 2005

Em minha opinião:

"(…) Enquanto a procuradora do DIAP, Cândida Vilar, defendeu um maior controlo do MP, como titular da acção penal, nas investigações, por sua vez a PJ realçava a autonomia técnica e táctica consagrada na lei. E se o comissário Dário Prates defendeu uma alteração à Lei Orgânica de Investigação Criminal, no sentido de alargar as competências da PSP na investigação de determinados crimes, o inspector da PJ, Leitão dos Reis, considerou que as disposições do actual diploma estão correctas.(…)"

Ora aí está. A falar é que a gente se entende…e se desentende. Assim reza o ditado e aqui, além de todos se entenderem em pontos de vista comuns, acabam por acrescentar a esse ditado o desentendimento acrescentado. Porquê? Porque da leitura atenta da notícia acima reproduzida, denota-se que cada “poder” = quinta, reclama para si a exclusividade de competências, autonomia de actuação e de manipulação da informação. Nada mais de errado, já que, em matéria de tratamento de informações, ainda não foi retirado dos livros que versam a matéria das Inteligências o princípio básico da partilha de informações entre organismos empenhados na persecução de objectivos comuns. Acontece, como se depreende das declarações dos responsáveis das Instituições acima citadas, que cada um reclama o seu quinhão em exclusividade, por ordem de prioridade de “hierarquia” dentro do quadro Orgânico do Estado e que coloca O MP, em melhor consonância com a PJ e a PSP como parente pobre dos dois primeiros, isto talvez, porque carrega nos seus ombros uma certa carga de bafientos arquivos do regime ditatorial do qual não foi liberta em tempo útil. Aliás, essa carga negativa e que durante anos afastou as Forças de Segurança dos cidadãos, sendo tantas vezes apontada como responsável pelas atrocidades cometidas pela polícia política, tendo sido passada a imagem que o exercício da autoridade do estado era um processo fascizante e castrador das liberdades, direitos e garantias. Durante vários anos é certo que praticamente só se “investiu” no desfiar de direitos e no engordar das ladainhas de poder tudo fazer-se em oposição à autoridade. O Estado e toda uma panóplia de poderes e interesses instalados, a isso contribuíram e chegou-se ao estado actual.

Mas acerca do tema a que refere a notícia, refira-se que é de bradar aos céus e só deveriam ter vergonha, todos estes “notáveis” dirigentes e responsáveis, por terem andado a dormir durante tanto tempo e que os alertas constantes que os homens que diariamente patrulham o país de lés a lés, referindo o aumento visível da violência com armas de fogo, bem como da perigosidade dos arsenais ilegais referenciados. A exclusividade da competência delegada da Polícia Judiciária, reafirmada e reclamada pelos seus directores, a qual não se entende quando é à PSP que está entregue a fiscalização e controle de armas e explosivos em todo o território nacional (inclusive as da própria PJ), explica a vergonha que representa uma Instituição fazer a apreensão de arsenais de armamento de elevada poder letal e destrutivo e fazer disso um grande motivo de orgulho. Foi necessária a morte de homens nas circunstâncias em que ocorreram, mediadas por escasso espaço temporal aliadas à brutalidade e frieza como se produziram. Aliás, talvez para apagar os graves erros (alguns bem crassos), em matéria de Investigação Criminal – vide caso Joana, que desde o seu início denotou falhas gravíssimas na forma como foram preservados vestígios e local provável do crime – se tentou dar especial ênfase a estas acções. Mais uma vez afirmo e reafirmo, que mais valia não deveria ter sido feitas declarações infelizes destes doutos senhores, já que teria maior valor uma acção destas, caso fosse resultado do tratamento, partilha de informações e acções concertadas com quem está no terreno diariamente, o que não acontece, por ainda haver muitas “quintas”.

Deter informação é deter o poder e assim, detendo esse poder, pode-se controlar tudo, inclusive os mecanismos e pressupostos que podem conduzir ao engrandecimento do prestígio e imagem pessoal e não do interesse comum da comunidade.

A Revolução de 25 de Abril, neste aspecto (Gestão de Instituições) não trouxe muito de novo e a prova é a forma como as forças policiais ainda são geridas, tendo poucos anos as alterações a regulamentações orgânicas do funcionamento das mesmas. As reformas e adaptações às novas realidades, bem como às novas Leis, nunca foi realizado – duvido mesmo que tenha sido equacionado – pelo que a máquina foi emperrando perante as incompatibilidades que sempre geram as criação de novas leis, algumas bem radicais e que se incompatibilizam com os velhos procedimentos.

A Polícia de Segurança Pública, no âmbito da nova lei de competências na Área da Investigação Criminal, aliviou em grande parte a PJ de uma série de crimes a que a mesma estava obrigada a resolver, em regime de exclusividade, tendo assim ficado com um leque de crimes de maior complexidade e exigência de conhecimentos técnico-científicos. Assim, à PSP e GNR foram atribuídos crimes que antes “atafulhavam” os gabinetes dos agentes investigadores da PJ e que a eles os remetiam, tirando-lhes a possibilidade de investigar aprofundadamente crimes de complexidade elevada. Os resultados, ao que tenho conhecimento têm sido excelentes, reconhecidos aliás por magistrados e responsáveis de reconhecido mérito, mesmo não tendo acesso privilegiado a determinados meios técnicos (ou quando os há, em pouca quantidade e com elevada abnegação e esforço de quem executa o trabalho).

Retrata pois este artigo um dos muitos males dos quais enferma a Justiça e devassa o seu bom funcionamento e administração, bem como da manutenção da Ordem Pública tanto na vertente preventiva como no aspecto reactivo e de intervenção.

Enquanto andarmos todos de costas voltadas, comunidade civil incluída, e não tomarmos consciência que lutamos por um ideal comum e que esse ideal é a Liberdade, sendo que ela assenta em princípios básicos dos quais a Segurança e Justiça, além de interligados são basilares no garante da manutenção dessa mesma Liberdade, nunca seremos capazes de aplicar o esforço comum na resolução de outros problemas, bem como a serenidade e bem estar na construção de um Estado de Direito cada vez melhor e mais justo.

Jó Carvalho

PS.: Já me esquecia: Ainda há gente que julga ter descoberto o OVO de COLOMBO... (isto não era para se dizer, mas... agora já está.)

FALTAVA UM ESPAÇO ASSIM


(foto:cortesia do PASTORMOR)



BREVEMENTE O BAR TERTÚLIA CULTURAL DO COISAS

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"ROUBADO" do CONVICÇÕES

Hoje sonhei...

Equinócio da Primavera. Mas já estava calor!

Sonhei que estava sol, que estava calor e que já se podia ir à praia.

Aliás, eu estava sentada na praia. Não havia ninguém. Só eu, sozinha, e a praia.

Vi as ondas do mar afagarem as rochas e molharem a areia, salpicando-a com conchas e estrelas-do-mar.

Sentada, observava a quietude da natureza e o mar que ia e vinha, passeando as conchas.

Eu sozinha na praia, sentada, a ler o jornal, a devorar as primeiras notícias matinais.

Em destaque, primeira página, em letras garrafais:

" Americanos descobrem finalmente a vacina para o HIV e a cura para cancro !";
" Decretado o fim da guerra. Retirada de tropas teve início já pelo final do dia de ontem."
" Ajuda humanitária contempla finalmente mais 1 milhão de crianças em todo o mundo".

E aqui, aqui na praia, o calor despontava, e o sol teimava em roçar-me a ponta nariz com os seus raios maliciosos.

A linha do horizonte parecia perdida numa pequena névoa rosada, enquanto que o sol fazia rodopiar os seus raios num pequeno frenesim gritante: "Deixem-nos subir, deixem-nos subir para iluminarmos tudo, deixem-nos subir para se ver melhor!".

O clanque dos chocalhos denunciava as cabras, que agora começavam a descer a falésia para o seu repasto matinal.

Tudo era silêncio e respirava tranquilidade. Tudo menos os chocalhos das cabras…

Pousei o jornal e levantei-me. Respirei fundo a leve brisa matinal e aproximei-me do mar.Mais uma pequena onda invadia a areia salpicando uma concha…e molhava-me o pé.

Não hesitei!

Mergulhei na água tépida, lavando comigo todas as inquietudes e os chocalhos das cabras...

Uma pequena avioneta quebrava a voz da natureza e aproximava-se, minúscula, no céu. Observei-a de dentro de água.

E começou a soltar pequenos pedaços de papel que rapidamente desciam, em direcção à areia e ao mar…. Pareciam pequeninos, mas à medida que se aproximavam, definiam-se: eram verdadeiras páginas que voavam e rodopiavam pelo ar!

Já não se via a areia....Só o mar coberto de folhas de um papel acinzentado, a névoa do horizonte que agora não queria desaparecer, e a avioneta que soltava milhares de folhas. E soltava, e soltava…

A areia, agora coberta de papel e o som dos chocalhos.

E a praia dizia:

" Americanos descobrem finalmente a vacina para o HIV e a cura para cancro !";
" Decretado o fim da guerra. Retirada de tropas teve inicio já pelo final do dia de ontem."
" Ajuda humanitária contempla finalmente mais 1 milhão de crianças em todo o mundo".

Um pé aqui, outro ali...para não molhar os jornais...

Sentei-me ao som dos chocalhos e do sol teimoso, na imensidão nas novidades:

" Americanos descobrem finalmente a vacina para o HIV e a cura para cancro !";
" Decretado o fim da guerra. Retirada de tropas teve inicio já pelo final do dia de ontem."
" Ajuda humanitária contempla finalmente mais 1 milhão de crianças em todo o mundo".

Observei uma cabra atrevida que ousadamente explorava as dunas. Não havia repasto ali...

Clanque clanque clanque das cabras e novamente o som da avioneta que se ia afastando no ar.

Os meus pulmões explodiam da alegria:

- Volta e traz mais notícias, traz mais notícias!!, acenava eu de braços expostos ao céu, desnudados no silêncio ávido de quem quer devorar todo o conhecimento do mundo num só instante!

Deitei-me no chão, descoberta e livre...

E senti os meus pés molhados já aquecidos!

Que macios eram os jornais... e mesmo por debaixo da minha cabeça, as palavras 'cura para o cancro' roçavam-me a nuca e o entendimento…

Virei-me para o lado e reparei na cabra, curiosa e atrevida que me fitava.

- Olha, anda cá! Anda cá bichinha, que te vou contar o que está aqui no chão. Anda cá!

- Deixa-me contar-te a novidade do chão que pisas! Anda cá!

- Méeeeeeeeeeeeee...e o seu chocalho soou e estremeceu a praia, sol e as folhas de papel que levitavam, agora, no chão!

- Méeeeeeeeeeeeeeee

E eu abri os olhos... e não havia praia, não estava sol, nem haviam os jornais. Anda cá… Onde estás?? Onde estás tu??
Canque, clanque.

Andá cá, repeti várias vezes, anda cá...Mas nem um vislumbre da cabra...

- Ohhhhhhhhh...

E uma lágrima soltou-se-me do olho, e as palavras soltaram-se da voz. Murmurei…

Sonhei.... Hoje, sonhei…

E limpei a lágrima triste com o meu dedo desapontado…

Da Elaine, para o Mundo inteiro!

Ostara, manhã de 22 de Março, ano cristão de 2005 – 8:20 am
( COISAS recomenda CONVICÇÕES )

terça-feira, março 22

COISAS QUE LI...

CONCEPÇÕES DIFERENTES

Alguns dados acerca da Holanda:
País com 16,2 milhões de habitantes, uma área de 41 526 km2, PIB per capita de US$ 26 310 e agora sim o facto mais curioso, as cinco principais cidades: Amesterdão (715 184 habitantes), Roterdão (589 987), Haia (442 159), Utreque (233 951) e Eindoven (197 766).
Se compararmos com Portugal, e apenas à luz destes dados, são sem dúvida concepções diferentes da organização da sociedade.
Se em 16,2 milhões de habitantes, apenas 2,3 milhões vivem nas 5 principais cidades, onde estão os restantes 14 milhões?
Nas cidades, vilas e aldeias de origem.
Também é por aqui que se desenvolve um país mantendo a sua identidade e costumes.



in: ZURUGOA - BLOG (COISAS recomenda)

segunda-feira, março 21

domingo, março 20

ATÉ SEMPRE CAMARADAS

Em memória dos Agentes da PSP Carlos Abrantes, 30 anos e Paulo Alves de 23 anos, o COISAS não voltará a postar hoje. Até sempre CAMARADAS.

DOIS AGENTES MORTOS

MAIS DOIS HOMENS MORRERAM EM SERVIÇO.

NOITE TRÁGICA - COMEÇA A SER HABITO

NOITE NEGRA, MAIS UMA, NO CASAL DE SANTA FILOMENA - AMADORA.

sexta-feira, março 18

VAMOS A ELES


VENHA O NEWCASTLE UNITED


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quinta-feira, março 17

O QUE SE FAZ PARA CONSTRUIR UMA IMAGEM...


in: correiodamanhã, ed. on-line
Solidário - preocupação expressa em visita a centros de apoio

Sampaio com imigrantes
"Hoje ao almoço, puseram-me o jornal à frente e senti-me um bocado mal”. O relato é do Presidente da República e refere-se ao estudo divulgado ontem, que coloca Portugal como um dos países da União Europeia (UE) onde é maior a atitude de resistência à entrada de imigrantes. Jorge Sampaio visitou o Centro Nacional de Apoio ao Imigrante (CNAI), em Lisboa, no dia em que a instituição completou um ano de luta contra a exclusão das minorias étnicas.
De acordo com o Observatório Europeu dos Fenómenos Racistas e Xenófobos, Portugal é o 4.º país da UE com o maior índice de xenofobia, com 62,47% dos portugueses a mostrarem-se contra a vinda de pessoas de outros países. Só a Grécia (87,48%), a Hungria (86,53%) e a Áustria (64,37%) tiveram resultados mais desanimadores no maior estudo já feito na UE sobre racismo e xenofobia.

Sampaio não gostou. “Todas as estatísticas mostram que Portugal vai precisar de mais imigrantes nos próximos anos e tem todo o interesse em acolhê-los bem, para que a integração seja bem feita”, afirmou o Presidente, mostrando estar a par das situações mais problemáticas com que se deparam os estrangeiros residentes em Portugal. “Há imensas situações de ilegalidade e sofrimento, há exploração laboral, dezenas de casos de crianças sem nacionalidade.”

Durante a visita de Sampaio ao CNAI de Lisboa, foi também confirmada a continuidade da pasta da Imigração sob a tutela do ministro da Presidência, com Pedro Silva Pereira a confirmar que a pasta não irá passar para o Ministério da Administração Interna.

Os CNAI, uma espécie de Lojas do Cidadão da imigração, comemoraram ontem o primeiro ano de funcionamento, em que atenderam perto de 300 mil pessoas.

Sampaio regressa hoje às visitas ao interior do País, com uma “minipresidência aberta” por Portalegre. Será recebido nos concelhos de Ponte de Sor, Sousel, Alter do Chão, Nisa, Gavião e Crato, percorrendo 500 quilómetros em três dias.

PRESIDENTE RECEBE AULA DA FILHA

Responsável pela coordenação do Gabinete de Apoio Jurídico do CNAI, Vera Sampaio foi um dos responsáveis que ontem receberam o chefe de Estado e responderam às suas questões sobre o problema da imigração. “Temos cada vez mais utentes com muitos problemas laborais e temo-nos debatido com a questão complicada dos abonos de família”, enumerou Vera, sob o olhar atento do pai. Noutra sala, Jorge Sampaio ouviu da russa Galina Leonova, coordenadora do Gabinete de Apoio ao Reconhecimento de Habilitações e Competências, a dura realidade dos médicos e engenheiros que vêm do Leste e são obrigados a trabalhar nas obras: “As barreiras burocráticas são muitas”. Jorge Sampaio percorreu todos os corredores e salas de um centro que funcionou ontem normalmente. Nas filas de espera, brasileiros, cabo-verdianos, ucranianos, todos reparavam na comitiva de fato e gravata que percorria o edifício. Alguns reconheciam o político. “Tás a ver? Aquele é o Presidente de Portugal”, dizia, em russo, um homem a levantar o seu pequeno filho no ar em frente a uma sala abarrotada. Por onde passava, Sampaio ia cumprimentando e deixando mensagens de esperança: “Meus senhores, boa tarde. Muito gosto, um pouquinho de paciência.” E desaparecia perante os olhares espantados de quem não esperava ver ali uma pessoa tão importante.

Rodrigo de Matos

O Comentário do COISAS:

Nada tenho contra os que para cá vêem por bem, para trabalhar, para fazer pela vida, como aliás o fazem muitos portugueses por esse mundo fora. Agora, PEDIR DESCULPAS, pelo povo português, como o PR, fez, pelos erros de meia dúzia de pessoas sem escrúpulos que prevaricam? Francamente Dr. Sampaio, não o vi tomar decisões no sentido de acabar com a situação, nem lhe conheço posições objectivas (antes pelo contrário, de si só conheço subjectividade). Falar, todos falam e muito bem; medidas é que não se vislumbram.Pois, é que isto de tomar medidas para dar condições aos que já cá estão, sem fechar as portas aos que querem entrar, tendo-se assim uma pescadinha de rabo na boca, é tomar medidas impopulares e ali está um manancial de votos em futuras eleições. Mais vale cair em graça que ser-se engraçado. Aliás, não é à toa que os Imigrantes são estandartes (eu diria títeres) de determinados sectores da vida socio-política deste país, à qual não há um mínimo de interesse que as coisas se resolvam a curto ou médio prazo. Depois vão gritar contra quê? Nunca vi uma lei, ou mesmo um projecto de legalização que fosse considerado positivo. Todos são redutores, castradores... Merda, nada se faz bem neste país... quantas regualarizações extraordinárias já se fizeram neste país? É que quando os números só são vistos do ponto de vista de um dos lados da questão, algém no meio disto tem de pagar a factura e fazer de mau-da-fita.

Dr. Sampaio, tenho pena de não o ver chorar, ou pedir desculpas a quantos estiveram na Guerra Colonial, contra a sua vontade. Será que são uma vergonha para si? Aos Americanos ainda é explicável o que sucede com os militares que estiveram no Vietname; a esmagadora maioria foi voluntáriamente para lá e acabam por ser "malditos" para os seus pares. Aqui, não, foi o Estado (sei que não era o seu), quem mandou para lá tantos, na maioria contra a sua vontade; mas hoje está à cabeça do Estado e esse é Portugal e não o vejo defender com determinação, quando o seu nome é pisoteado lá fora.

Faz o que convém... quando lhe convém, não é?


P.S.: Já agora vá pedir desculpa a tantos desgraçados deste país que esperam por uma habitação condigna há mais de 20 anos e até hoje têm levado negas. Eu compreendo o que se passa (até vão dizer que sou mais um xenófobo), mas quem faz entender a essa gente o porquê desta situação?? Depois não querem que digam que está a aumentar a animosidade para com os estrangeiros. Ainda não está bem como noutros lados, mas a coisa está mesmo a por-se a preceito.

A diferença entre ser-se popular e "popularucho", é que o primeiro é um predicado expontâneo e o segundo é resultado de pura cosmética política.


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quarta-feira, março 16

VANTAGENS ENTRE SER PRESIDENTE DE CÂMARA EM LISBOA OU DEPUTADO DA AR

VANTAGENS DE UM PRESIDENTE DE CÂMARA

ORDENADO

3 887,33 euros ilíquidos

AJUDAS DE CUSTO

1163,20 ilíquidos

EQUIPA

Tem direito a chefe de gabinetes, secretárias, assessores e até cozinheiros

CARRO

AUDI A8 (sem uso no tempo de Carmona Rodrigues)

CASA

Monsanto

GABINETE

Direito a gabinete próprio

SEGURANÇA

Pode pedir à Polícia Municipal

VANTAGENS COMO DEPUTADO

ORDENADO

3520 345 euros íliquidos

CASA

Não tem direito

CARRO

Não tem direito, a não ser que fosse vice-presidente.

GABINETE

Tem de o dividir com, pelo menos, mais um deputado

EQUIPA

Dividir secretárias com vários parlamentares. Sem direito a chefes de gabinete

SEGURANÇA

Sem direito a protecção especial permanente

terça-feira, março 15

CAMPANHA VAMOS DESEMERDAR PORTUGAL


CAMPANHA VAMOS DESEMERDAR PORTUGAL - COLABORA; QUANDO PASSEARES O TEU CÃO, NÃO DEIXES A MERDA NO PASSEIO...EXPERIMENTA LEVÁ-LA PARA CASA

PARA QUE ISTO

NÃO ACONTEÇA

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Presidente e... Candidato?!?...
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domingo, março 13

CUSTA PERDER ASSIM... OH! PESEIRO, DE VEZ EM QUANDO TENS UMAS PARAGENS.





QUANDO ESTES DOIS FALHAM... A CASA VEM ABAIXO. CUSTA PERDER ASSIM.

O PESEIRO, FAZ SUBSTITUIÇÕES QUE NÃO LEMBRAM AO DIABO...
****
O LEVEZINHO ANDAVA A VER SE NÃO LEVAVA O AMARELO...
****
JÁ AGORA, PORQUE SERÁ QUE O "MISTER" NÃO ENTROU COM A EQUIPA TODA A CARREGAR COM OS MELHORES? JOGAR COM 4 DEFESAS?
****
VAMOS A VER SE AGORA NÃO REPETEM A DOSE COM OS DO "BORO"


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O XVI GOVERNO CONSTITUCIONAL


Uma oferta do JUMENTO

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BURGUESICES...



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DEPOIS OS INCOMPETENTES SOMOS NÓS...



Tirado de um jornal francês de grande tiragem...

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UMA CASA PARA SANTANA: Mais uma tentativa.. mais uma nega...



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Recordando a Cimeira dos Guerreiros...



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PARA CONSTAR... VAMOS NO 17º - QUEM OLHAR AQUI PARA O LADO, PODE VER A RAZÃO DE CERTAS COISAS





XVII Governo Constitucional

O
Palácio da Ajuda, local emblemático do património arquitectónico
português, foi, mais uma vez, palco da tomada de posse de uma equipa
governamental. José Sócrates e os seus 16 ministros assumiram a
responsabilidade de governar num dos momentos mais críticos do País.


Com cerca de 500 mil desempregados e uma crise económico-financeira
delicada, os próximos quatro anos serão decisivos para o futuro de
Portugal.

JOSÉ SÓCRATES - Primeiro-ministro

FILIPE BAPTISTA - Secretário de Estado Adjunto do primeiro-ministro

PEDRO SILVA PEREIRA - Ministro da Presidência

JORGE LACÃO - Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros

ANTÓNIO COSTA - Ministro de Estado e da Administração Interna

EDUARDO CABRITA - Secretário de Estado Adjunto e da Administração Local

JOSÉ MAGALHÃES - Secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna

ASCENSO SIMÕES - Secretário da Administração Interna

FERNANDO R. ANDRADE - Subsecretário de Estado da Administração Interna

DIOGO FREITAS DO AMARAL - Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros

JOÃO GOMES CRAVINHO - Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação

FERNANDO DE OLIVEIRA NEVES - Secretário de Estado dos Assuntos Europeus

ANTÓNIO BRAGA - Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas

LUÍS CAMPOS E CUNHA - Ministro de Estado e das Finanças

MANUEL BAGANHA - Secretário de Estado Adjunto e do Orçamento

MARIA DOS ANJOS CAPOTE - Secretária de Estado do Tesouro e Finanças

JOÃO AMARAL TOMÁS - Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais

JOÃO FIGUEIREDO - Secretário de Estado da Administração Pública

LUÍS AMADO - Ministro da Defesa Nacional

MANUEL LOBO ANTUNES - Secretário de Estado da Defesa Nacional e dos Assuntos do Mar

ALBERTO COSTA - Ministro da Justiça

JOSÉ CONDE RODRIGUES - Secretário de Estado-Adjunto do Ministro da Justiça

JOÃO TIAGO SILVEIRA - Secretário de Estado da Justiça

FRANCISCO N. CORREIA - Ministro do Ambiente, Ord. do Território e do Desenvolvimento Regional

HUMBERTO ROSA - Secretário de Estado do Ambiente

JOÃO SERRÃO - Secretário de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades

RUI BALEIRAS - Secretário de Estado do Desenvolvimento Regional

MANUEL PINHO - Ministro da Economia e da Inovação

ANTÓNIO CASTRO GUERRA - Secretário de Estado adjunto da Indústria e da Inovação

FERNANDO SERRASQUEIRO - Secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor

BERNARDO TRINDADE - Secretário de Estado do Turismo

JAIME SILVA - Ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas

LUÍS VIEIRA - Secretário de Estado adjunto da Agricultura e das Pescas

RUI NOBRE GUEDES - Secretário de Estado do Desenvolvimento Regional e das Florestas

MÁRIO LINO - Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações

PAULO CAMPOS - Secretário de Estado adjunto das Obras Públicas e das Comunicações

ANA PAULA VITORINO - Secretária de Estado dos Transportes

JOSÉ A. VIEIRA DA SILVA - Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social

PEDRO MARQUES - Secretário De Estado da Segurança Social

FERNANDO MEDINA - Secretário de Estado do Emprego e da Formação Profissional

IDÁLIA MONIZ - Secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação

ANTÓNIO C. DE CAMPOS - Ministro da Saúde

FRANCISCO V. RAMOS - Secretário de Estado da Saúde

CARMEN PIGNATELLI - Secretária de Estado Adjunta e da Saúde

MARIA de L. RODRIGUES - Ministra da Educação

JOSÉ PEDREIRA - Secretário de Estado adjunto da Educação

VALTER LEMOS - Secretário de Estado da Educação

MARIANO GAGO - Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior

MANUEL HEITOR - Secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior

ISABEL PIRES DE LIMA - Ministra da Cultura

MÁRIO V. DE CARVALHO - Secretário de Estado da Cultura

AUGUSTO SANTOS SILVA - Ministro dos Assuntos Parlamentares


SER TUGA É...

Enviaram-me
este "mimo" em que se apresentam alguns dos muitos predicados do
verdadeiro "Tuga". Claro que muito mudou, mas duvido que nunca tenham
visto um exemplar coincidente com alguns desses predicados... ( e
duvido que estejam todos).



Ser Tuga é: Levar o arroz de frango para a praia.

Ser Tuga é: guardar aquelas cuecas velhas para polir o carro.

Ser Tuga é: Criticar o governo local mas jamais se queixar oficialmente.

Ser Tuga é: Ladies night à quinta.

Ser Tuga é: Ter tido a última grande vitória militar em 1385.

Ser Tuga é: Enfeitar as estantes da sala com as prendas do casamento

Ser Tuga é: Guiar como um maníaco e ninguém se importar com isso.

Ser Tuga é: Viajar para qualquer país e encontrar outro Tuga no restaurante.

Ser Tuga é: Ter folclore estudantil anual por causa das propinas.

Ser Tuga é: Ninguém saber nada do nosso país excepto os Brasileiros e os Espanhóis que gozam dele.

Ser Tuga é: Levar a vida mais relaxada da Europa, mesmo sendo os últimos de todas as listas

Ser Tuga é: Ter sempre marisco, tabaco e álcool a preços de saldo.

Ser Tuga é: Receber visitas e ir logo mostrar a casa toda.

Ser Tuga é: Dar os máximos para avisar os outros condutores da polícia adiante.

Ser Tuga é: Ter o resto do mundo a pensar que Portugal é uma província espanhola.

Ser Tuga é: Exigir que lhe chamem "Doutor" mesmo sendo um Zé Ninguém.

Ser Tuga é: Passar o domingo no ''shopping''.

Ser Tuga é: Tirar a cera dos ouvidos com a chave do carro, a tampa da esferográfica ou com a unha crescida do mindinho.

Ser Tuga é: Axaxinar o Portuguex ao eskrever.

Ser Tuga é: Ir à aldeia todos os fins-de-semana visitar os pais ou avós.

Ser Tuga é: Gravar os "donos da bola".

Ser Tuga é: Ter diariamente pelo menos 8 telenovelas brasileiras na tv.

Ser Tuga é: Já ter "ido à bruxa".

Ser Tuga é: Filhos baptizados e de catecismo na mão mas nunca por os pés na igreja.

Ser Tuga é: Ir de carro para todo o lado, aconteça o que acontecer.

Ser Tuga é: Ter evacuado as Amoreiras no 11 de Setembro 2001.

Ser Tuga é: Não ser espanhol

Ser Tuga é: Lavar o carro na fonte ao domingo

Ser Tuga é: Não ser racista mas abrir uma excepção com os ciganos e pretos.

Ser Tuga é: Levar com as piadas dos brasileiros, mas só saber fazer piadas dos alentejanos.

Ser Tuga é: Ainda ter uma mãe ou avó que se veste de luto.

Ser Tuga é: Viver em casa dos pais até aos 30.

Ser Tuga é: Acender o cigarro a qualquer hora e em qualquer lugar sem quaisquer preocupações.

Ser Tuga é: Ter bigode e ser baixinho(a).

Ser Tuga é: Conduzir sempre pela faixa da esquerda.

Ser Tuga é: Ter três telemóveis.

Ser Tuga é: Jurar não comprar azeite Espanhol nem morto, apesar da maioria do azeite vendido em Portugal ser Espanhol.

Ser Tuga é: Deixar a telenovela a gravar.

Ser Tuga é: Organizar jogos de futebol solteiros e casados

Ser Tuga é: Ir à bola, comprar "prá geral" e saltar "prá central"

Ser Tuga é: Gastar uma fortuna no telemóvel mas pensar duas vezes antes de ir ao dentista.

Ser Tuga é: Super-bock, tremoços, caracóis e couratos.

Ser Tuga é: Cometer 3 infracções ao código da estrada em 5 segundos.

Ser Tuga é: Não ser brasileiro.

Ser Tuga é: Algarve em Agosto.

Ser Tuga é: Ir passear de carro ao domingo para a avenida principal.

Ser Tuga é: Ser adolescente e dizer "prontos" no fim de cada frase.

...e tanto mais se podia falar dos tugas... fatos de treino de cores
berrantes, centros comerciais aos fins de semana, fios de ouro com
quase um kg no pescoço, pêlos no peito, as mulheres com aqueles tipicos
penteados por exemplo de mulher casada (curtinho p'a ser mais prático),
conduzir mal, andar bêbado, o inevitável palito... enfim... é uma
maravilha...
... ah!! já esquecia a já conhecida frase do True Latin-Tuga-Macho-man: O que tu queres sei eu...

BOM DOMINGO

OLHÓ GAJO!!...





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sábado, março 12

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quinta-feira, março 10

PORQUÊ???


FOI HÁ UM ANO...

TOMEM LÁ QUE É FRESQUINHO. SPORTING CLUBE DE PORTUGAL

AH!!!!!LEÕES...


RUGIDOS DO LEÃO

ATÉ OS COMEMOS3

COISAS...

"As estrelas são bonitas por causa de uma flor que não se vê ...O deserto é bonito...o que torna o deserto bonito é haver um poço escondido em qualquer parte...
Tens razão - casas, estrelas ou desertos, é tudo a mesma coisa: o que lhes dá a beleza nunca se vê!"

"O essencial é invisivel aos olhos"



És um amigo e uma pessoa fantástica!

Talvez daquelas pessoas que não se irão limitar a passar apenas na minha vida, mas sim a fazerem parte integrante dela. Talvez, nos últimos tempos tenhas mesmo sido o meu melhor amigo e o mais próximo.

Gosto imenso de ti e acho que tens, enquanto ser humano, um valor incalculável quer pelos padrões por que te reges, quer pela tua sensibilidade, inteligência, integridade e bondade.

Também eu tenho saudades de conversar contigo de rirmos um bocado os dois ou até de partilharmos algumas tristezas.

Seja como for, quero que saibas que estarei sempre aqui para ti, mesmo que a vida não nos permita ver-mo-nos com a frequência que desejariamos.

E mais, o pessoal cá de casa apoia a 200% tudo o que atrás te disse. Foste 'adoptado' por esta família e estás sempre presente quer no nosso dia a dia quer até em muitas das nossas conversas, mesmo quando não podes estar connosco.

Um grande beijinho com muita amizade e carinho da Elaine

segunda-feira, março 7

up yours

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Um padre franciscano publicou um anúncio num jornal, fundamentando-se num cânone da igreja católica que não diz o que o padre diz que diz, e que para além disso contradiz inumeros outros cânones da igreja sobre o perdão, a compreensão, a tolerância e o dever de prestar os serviços de apoio espiritual aos crentes seguindo a tradição e o exemplo de cristo que, entre outras coisas não só concedeu o perdão à prostituta maria madalena, como era seu amigo e com a qual convivia.

Esse padre acha, como o exemplo que deu na televisão, que jamais poderia dar a sagrada comunhão ao ex-candidato à presidência dos estados unidos John Kerry por este ser a favor da contracepção e da interrupção voluntária da gravidez, porque isso promove a morte de seres humanos inocentes, mas acha que pode dar a sagrada comunhão ao senhor george w. bush que, e falando apenas no iraque, promoveu a organizou a morte de dezenas de milhares de seres humanos inocentes.

Esse padre acha-se no direito de escrever, e passo a citar: 'da parte de nosso senhor jesus cristo convida todos ao arrepeendimento...' (acho estranho que este padre não se excomungue a si próprio por ter a ousadia de falar 'da parte de nosso senhor jesus cristo...' como penso que sabem sou ateu. Isto é, não acredito na existência de deuses sejam lá quais forem, como não acredito na existência de quaisquer forças ou entidades não humanas ou fora das leis da natureza que possam reger a forma como o mundo se desenvolve.

Não tenho, obviamente, nada contra quem nisso acredita, e jamais tenho discussões seja com quem for sobre religião no sentido de provar a justeza das minhas convicções contra a 'não justeza' nas opiniões dos outros. se as pessoas são crentes e se isso as torna melhores e/ou mais felizes, que o sejam, ainda bem. Ao contrário do que acontece com as ideias políticas, não discuto a fé dos outros sendo que, do ponto de vista cultural e histório, o assunto me interessa e procuro informar-me sobre ele. A questão que se me coloca no caso deste franciscano é portanto apenas a que decorre da coerência moral (pessoalmente, é-me irrelevante se ele me daria a sagrada comunhão ou não porque, para mim, aquilo é apenas uma pequena folha de farinha misturada com àgua) isto é, se o que o senhor diz está de acordo com o que apregoa ele e a igreja a que pertence, e se os outros membros da sua igreja igualmente fazem e, de facto, a igreja católica (como as outras religiões todas, verdade seja dita) tem sempre vários pesos e várias medidas para avaliar o que eles fazem comparativamente ao que dizem e o que a generalidade dos outros humanos fazem comparativamente ao que dizem ou não.

Se o secretário geral das nações unidas (dou este exemplo por ser um cargo de influência mundial e de não directa capacidade legislativa nos povos e nas nações) estivesse na situação de saúde do papa e não abandonasse o cargo, as católicas vozes clamariam porque o senhor estava agarrado ao poder e certamente cercado de corruptos acessores que não queriam que o poder de estarem associados ao chefe se perdesse. Como é o papa que está no estado de saúde em que está, é um exemplo para o mundo pelo sofrimento e pela dedicação à causa de cristo, sofredor ele também como o papa. Se eu disser que de cristo não se sabe, em rigor, nada da vida dele até aos 30 anos e que mesmo depois disso o que está históricamente provado está a léguas do que foi transmitido pelos escritos do novo testamento (escritores esses que jamais conviveram com cristo... o mais próximo da sua vida foi Paulo que nunca esteve pessoalmente com ele e Tiago, o seu irmão, tem o seu 'evangelho' como 'biografia não autorizada'), se eu disser que o comportamento de cristo é tipicamente o de um esquizofrénico (tal como o de maomé e por aí adiante...) eu serei chamado de intolerante, blasfemo e outros mimos parecidos. Se a igreja andar há 2000 anos a dizer coisas que do ponto de vista científico e histórico não fazem o mínimo sentido, eu tenho que as respeitar e seguir, sob pena de excomunhão. Não fora o facto da igreja catótila ter o peso que tem na sociedade em que vivo, estar-me-ia a defecar para o assunto e para os senhores. Infelizmente não é assim. O anúncio deste padreca acéfalo não diz respeito apenas aos que são católicos e que gostariam de receber a sagrada comunhão: diz respeito a toda a sociedade. O que este anúncio mostra é a nostalgia pela santa inquisição.Infelizmente não podemos (os não crentes) reagir a isto com um simples up yours.
O assunto é bem mais sério.




A TRAIÇÃO DE "FREITUS AMARALIS"


Também tu "Freitus" meu traidor...


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domingo, março 6

SANTANA. O ENFANT TERRIBLE...


Santana!!... Santana!!...
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quinta-feira, março 3

O Teu Riso

O Teu Riso

Tira-me o pão, se quiseres,
tira-me o ar, mas não
me tires o teu riso.

Não me tires a rosa,
a lança que desfolhas,
a água que de súbito
brota da tua alegria,
a repentina onda
de prata que em ti nasce.

A minha luta é dura e regresso
com os olhos cansados
às vezes por ver
que a terra não muda,
mas ao entrar teu riso
sobe o céu a procurar-me
e abre-me todas
as portas da vida.

Meu amor, nos momentos
mais escuros solta
o teu riso e se de súbito
vires que o meu sangue mancha
as pedras da rua,
ri, porque o teu riso
será para as minhas mãos
como uma espada fresca.

À beira do mar, no outono,
teu riso deve erguer
sua cascata de espuma,
e na primavera, amor,
quero teu riso como
a flor que esperava,
a flor azul, a rosa
da minha pátria sonora.

Ri-te da noite,
do dia, da lua,
ri-te das ruas
tortas da ilha,
ri-te deste grosseiro
rapaz que te ama,
mas quando abro
os olhos e os fecho,
quando meus passos vão,
quando voltam meus passos,
nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas nunca o teu riso,
porque então morreria.



Pablo Neruda

DICIONÁRIO DE FUTEBOLÊS X




JOSÉ MOURINHO: Também MOURINHO; o mesmo que D. SEBASTIÃO, para os seguidores do PAPA.

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DICIONÁRIO DE FUTEBOLÊS IX




SUPERDRAGÕES: Elite cultural, seguidora das teorias do PAPA, ideologicamente próxima das tribos pré-históricas, reconhecíveis pelos seus comportamentos perante outros congéneres de actividade; o mesmo que TROGLODITA.

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DICIONÁRIO DE FUTEBOLÊS VIII




YES: Do Inglês; o mesmo que sim. Palavra obrigatória em qualquer conversa com o PAPA.


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DICIONÁRIO DE FUTEBOLÊS VII




PINTO DA COSTA: Também conhecido por PINTO ou PAPA, popular declamador de poesia.



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DICIONÁRIO DE FUTEBOLÊS VI



SIMÃO SABROSA (OU SIMPLESMENTE SIMÃO):
Jogador pequenino, oriundo das escolas do SCP de cujas prestações depende a transformação de uma velha raposa numa raposa velha ou vice-versa.


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DICIONÁRIO DE FUTEBOLÊS V




VÍTOR BAÍA: Símbolo do FCP (delfim de Pinto da Costa) e candidato a guarda redes da selecção nacional; especialista em tirar bolas de dentro das balizas; o mesmo que aborrecer-se com os colegas quando encaixa um "frango".



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DICIONÁRIO DE FUTEBOLÊS IV




WC: Activo imobiliário do Estádio do Dragão susceptível de penhora judicial.

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DICIONÁRIO DE FUTEBOLÊS III




PAPA:
Chefe da novel corrente cristã, oriunda da margem norte do rio Douro (Portugal), caracterizada pelo seu fundamentalismo ideológico; o mesmo que Pinto da Costa.

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DICIONÁRIO DE FUTEBOLÊS II




LVP (LUIS FILIPE VIEIRA ): Ex-presidente do Alverca muito elogiado no livro do PAPA (ver PAPA); referenciado na blogosfera como o pai da corrente filosófica da análise comportamental dos "supersumos"*
*O mesmo que SUPRASSUMOS (segundo LFV)

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DICIONÁRIO DE FUTEBOLÊS I




Cotovêlo: Ângulo saliente entre o braço e o antebraço dos jogadores do Futebol Clube do Porto.


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ÚLTIMA HORA... ESCÂNDALO LUSITANO NO IRAQUE...

Militares da GNR, destacados no Iraque, poderão vir a ser punidos pelas Nações Unidas, em virtude de serem responsáveis por inúmeros casos (documentados) de violência e atentado aos direitos humanos. Ao que parece, vários militares da coligação terão sido alvo do despudorado ataque feroz de elementos do contingente policial português, nomeadamente com métodos de sugestão por hipnose e auto-sugestão. As autoridades já investigam o caso, que adquiriu contornos mais sinistros após a divulgação de esta foto, na qual se prova a acção desumana e violenta com que foram tratados os militares e também muitas crianças iraquianas.

Fica a imagem:





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... Um dia triste.

... Um dia triste.


Estou para aqui frente a este ecrã que dizem ser uma janela para o mundo... se assim fosse, estaria agora aí para te poder ver e dizer tudo o que me vai na alma... e não presa a teclas.

E tudo foi e nada mais é... porque a vida não se compadece com outras regras que não as instituídas e atiradas à cara de quem as ousar violar; ainda assim o pior de tudo é senti-las na pele quando usadas por quem não era suposto vergar-se à sua ditadura, aí rasga-se a suave linha condutora por onde andávamos.

Fica um enorme vazio que não será preenchido, fica um sentimento que vive para lá dos dias e noites, que cresce sem alimento, que sonha sem alento, que teima em acreditar nas suas próprias virtudes e falácias, que se estima e anima para tudo poder, ainda que tudo pareça irremediavelmente perdido...

E que fazer a tudo isto? Bem sei que não é uma patologia grave mas, o que dizer do que me corrói por dentro? Do desassossego latente que me assalta a consciência e traz a dúvida, a ansiedade da incerteza, a tangível realidade dos factos crus e nus tal como os aceitámos e que afinal não chegam para calar o desejo que invade os nervos, a pele, os poros, as veias, e tudo o mais que nos compõe.... de lágrimas amargas fica a face descoberta, ao vento, ao frio cortante que se instala e nos desarma de defesas.

Tenho em mim a memória (essa terrível aliada, que tem tanto de bom como de mau) dos poucos dias que te vi.... falta-me o toque, a fragrância, o preenchimento profundo de uma inalação.... e então pergunto-te :

- “ Não será isto maior, que dizer que tenho SAUDADES tuas?”

Autoria: Titagomes

terça-feira, março 1

Voz








VOZ


Em cada voz que sentes no vazio

um apelo mudo que se perde

na imensidão de vozes que, como a tua,

se perdem na vastidão do Mundo,

no complexo viver de um Pensamento,

na vida rebuscada noutro imo,

fugindo a este tempo que se perde,

reduzindo, a quanto tempo desconheces

e vives cada dia como se fosse o último.



Dás e recebes, vives e recebes vida,

Amas e és Amor para alguém,

Sentes e derramas sentir

numa voz que não se sente no vazio,

antes nele vagueia a cada momento

anulando-o a cada instante

que é trespassado por essa Voz.



J.Júlio V.C.S.Cruz(Jó Carvalho)
Torres Novas - 1994




Independência de Portugal ameaçada?




Público
Sábado, 26 de Fevereiro de 2005
Independência de Portugal ameaçada?
General Loureiro dos Santos


No vizinho peninsular, parece haver quem pressinta a possibilidade de
acabar com a independência de Portugal, em proveito próprio. As debilidades
por que passamos, por culpa dos responsáveis políticos portugueses que nos
têm governado nos últimos anos, estão a ser percepcionadas como janelas de
oportunidade que, se adequadamente aproveitadas, poderão conduzir ao fim do
nosso autogoverno. Do que resultariam vantagens para o Estado espanhol e
para regiões autónomas da Espanha (?). Naturalmente, em prejuízo da
capacidade portuguesa de defender os interesses daqueles que habitam no
país que os nossos maiores nos legaram.
A leitura de um artigo do "La Vanguardia", de 19 de Fevereiro (véspera das
eleições legislativas), assim como a de um passo, significativo a este
respeito, da entrevista ao "Expresso", de 22 de Janeiro, quando já decorria
o debate eleitoral, por Carod Rovira, líder da Esquerda Republicana da
Catalunha, revela bem o apetite de estratos da sociedade do país vizinho.
Pelo menos de alguns, mas com assinalável expressão e projecção pública.
Acabar com a independência de Portugal.
No "La Vanguardia" faz-se uma análise da crise portuguesa, recorrendo ao
mais recente eurobarómetro e citando os apenas 38 por cento de portugueses
satisfeitos com a sua democracia em comparação com os 57 por cento de média
da União Europeia. Refere a deterioração da situação económica e
relaciona-a com a desenvolvida economia de Espanha, nosso primeiro parceiro
comercial, com a região autónoma da Catalunha em destaque. E conclui: "Uma
relação económica que, para além dos governos em funções, deveria
traduzir-se numa maior integração política, de perfil multipolar, para
poder ter peso numa nova Europa alargada" (federação?).
A entrevista de Carod Rovira ao "Expresso" vai no mesmo tom. Começando por
dizer que o seu objectivo final é a independência da Catalunha no âmbito da
União Europeia, não se coíbe de afirmar que, na actual situação, não lhe
parece possível tal objectivo, mas é preciso concluir (?) esta "península
inacabada". Neste processo, "Portugal, que é a fachada atlântica da
península, e a Catalunha, fachada mediterrânica da península, têm vivido de
costas viradas para o interior da península e de uns para os outros. Só
podemos acabar com isto conhecendo-nos (...) Existem muitas questões na
Península Ibérica que só se resolverão satisfatoriamente se forem tratadas
com uma mentalidade peninsular." Como existem outras que necessitam de
mentalidade europeia e até mundial, assim como muitas outras que exigem
mentalidade nacional, acrescento eu. Carod Rovira termina: "Madrid não pode
decidir sozinha em tudo, devemos passar de uma concepção unipolar do Estado
para uma outra multipolar, que passe por Lisboa, Barcelona, Bilbau,
certamente por Sevilha, e juntos poderemos acabar de alguma forma esta
península que nunca foi concluída".
Embora terminando por uma frase suficiente ambígua para conter todas as
interpretações que lhe convenham (nomeadamente a transformação da Península
numa Confederação de estados ibéricos independentes), ela também pode ser
lida como um cenário de transição com uma Península federal, centrada em
Madrid (uma vez que reconhece não existirem condições para a Catalunha
atingir a independência). Isto corresponderia à abdicação de Portugal dos
atributos de soberania que possui (e que Rovira tanto deseja para a
Catalunha, o que é uma flagrante contradição), com tudo o que tal
significaria como reforço da instabilidade conflitual na península. Ao
mesmo tempo, talvez sem dar conta, atiça os impulsos centralistas de Madrid
sobre as regiões periféricas peninsulares, onde verdadeiramente se produz a
riqueza, e que são as reais detentoras do potencial estratégico natural,
dado o seu acesso ao mar.
A grande lição de tudo isto é que a actual situação de crise económica, se
não for resolvida atempadamente, tornar-se-á numa muito séria ameaça à
independência de Portugal, além de poder vir a traduzir-se em roturas
sociais profundas, de repercussões tremendamente negativas no nosso
bem-estar e estabilidade. A sua solução passa pela substituição do actual
modelo económico-social, já esgotado, por outro bem mais rigoroso,
susceptível de exigir, pelo menos temporariamente, talvez num largo
período, sacrifícios de todos nós.
Os responsáveis políticos agora eleitos terão de seleccionar o essencial e
descartar o acessório; agir com lucidez e com despreendimento relativamente
à sua continuação no poder; e ter por ambição ficar na História como
regeneradores de Portugal, e não como eventuais coveiros da sua
independência, se não imediata e formal, pelo menos a prazo e de facto.
A racionalização dos instrumentos da acção do Estado é uma das primeiras,
senão a primeira decisão a tomar. Em todos os sectores da Administração.
Por exemplo, no que se relaciona com o modelo de segurança e defesa de
Portugal, que é o domínio sobre o qual penso poder pronunciar-me, haverá
que implantar uma estrutura para a segurança do Estado português que
permita, com eficiência: 1) avaliar permanentemente as ameaças de todo o
espectro que nos podem afectar (tanto as não militares como as militares);
2) analisar a cada momento a situação estratégica envolvente, e propor as
modalidades de acção convenientes aos órgãos de decisão política,
especialmente aos órgãos de soberania; 3) formular um Conceito Estratégico
Nacional que não respeite apenas às matérias da Defesa, mas envolva todas
as actividades do Estado e sirva de directriz orientadora/inspiradora para
a Nação.
Isto exigirá: serviços de informações eficazes, e a criação de um órgão de
staff e outro de conselho que apoiem os órgãos de soberania e os
responsáveis políticos; a reformulação das competências dos órgãos de
soberania, nomeadamente do Presidente da República que, sendo sempre eleito
pela maioria do povo soberano, deve ter voz activa em todas as decisões que
ameacem a independência nacional (de que é o supremo garante), qualquer que
seja o seu âmbito, e não apenas em assuntos de natureza militar, hoje muito
menos presentes e menos frequentemente decisivos do que os restantes.
Quanto às capacidades na Defesa, deverá ser urgentemente alterado o modelo
de Forças Armadas que está a ser implantado - característico do passado -,
transformando-o num modelo ágil (em vez de pesado), ajustado às
necessidades estratégicas com que nos defrontamos hoje e no futuro visível,
quer nos espaços de interesse estratégico imediato e próximo, quer nos
afastados (e não a necessidades estratégicas da guerra fria), e
racionalizado (atendendo de forma rigorosa às prioridades).
Isto exigirá a resolução dos problemas que paralisam as Forças Armadas
(pessoal, militar e civil, e orçamentos de funcionamento e de manutenção),
a rearticulação dos seus comandos e dispositivos com vista à respectiva
racionalização, e a revisão da Lei de Programação Militar. Nesta, deverão
ser cancelados os programas de segunda prioridade (e dispendiosos) -
segunda esquadra de F26 e respectivo improvement, substituição dos P3 e
substituição dos submarinos. E acelerada a execução dos restantes
programas, nomeadamente patrulhões (incluindo antipoluição), navio
polivalente logístico, transporte aéreo táctico e estratégico, busca e
salvamento, radares de defesa aérea, helicópteros para o Exército,
substituição das viaturas blindadas de rodas e das espingardas G3, e
estabelecimento de sistemas antiaéreos para a defesa de áreas sensíveis.
Neste primeiro e urgente esforço, deverá ainda ser revista a legislação de
segurança e militar, como a Lei de Defesa Nacional.
É indispensável um esforço de todos. A começar pelos responsáveis
políticos. Com demagogia, tibieza e falta de lucidez e de espírito
patriótico, não será possível afastar as graves ameaças que se colocam à
nossa independência nacional. Só com verdade, coragem, visão do interesse
nacional e patriotismo, haverá possibilidade de o conseguir. Todos seremos
julgados pela História.



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