sábado, março 3

TIMOR - Os dias de terror

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Vi-os subir pela rua, e nunca pensei que recomeçasse aí o terror em
Timor-Leste. Eram quatro, caminhando calmamente. Com autoridade,
cruzaram a barreira de mais de 200 polícias que nos guardavam, a nós, jornalistas
refugiados no hotel Mahakota. Sentados no «hall» exterior, seis ou sete, na
sua maior parte de cadeias internacionais, fumávamos uns cigarros e
discutíamos uma forma de sairmos dali e rodar pela cidade. Lembro-me que,
quanto mais eles se aproximavam, mais olhávamos uns para os outros.
No momento em que eles passaram a barreira e lhes vimos as armas nas mãos,
uma espécie de despertar estupefacto levou-nos a entrar no hotel e a
subirmos a escada que leva ao primeiro andar. Os quatro membros da milícia
Aitarak de Díli subiram ao «hall», colocaram-se em posição e começaram a
disparar sobre nós, rebentando com os vidros das portas. «Eles querem-nos e
não há aqui ninguém para nos proteger», disse o «cameraman» da Reuters.


Lembro-me de pensar que há apenas umas escassas horas atrás a ONU anunciara
que 78,5% dos timorenses tinham escolhido a independência e que eu contava
estar naquele momento encostado a uma esquina de uma rua a tirar notas sobre
a festa deste povo finalmente livre. Durante a noite passada, num Mahakota
abandonado e barricado, cada um tomou a sua opção. Para mim havia condições
para ficar, desde que conseguisse chegar ao quartel da UNAMET.


De manhã cedo, juntamente com Luciano Alvarez do «Público», o Hernâni
Carvalho da RTP e o Jorge Araújo do «Independente», com o João, o meu
motorista, ao volante do seu velho Land Rover verde alface, apanhámos uma
boleia de um comboio de viaturas do Alto Comissariado para os Refugiados e
avançámos por uma cidade deserta e patrulhada pelas milícias. Finalmente,
estávamos dentro do quartel-general da UNAMET, onde se respirava o cerco das
rajadas de metralhadora, disparadas de 10 em 10 minutos.


Os polícias e os funcionários civis não conseguiam esconder a raiva e a
impotência perante o recomeço da violência armada. Lá fora começaram a subir
as primeiras colunas de fumo provenientes de casas incendiadas. Rapidamente
se multiplicaram. Díli ardia. Comecei a telefonar às pessoas que tinha
conhecido, timorenses de sete metros de altura que me tinham contado a
história do seu povo e do seu país. O velho padre jesuíta João Felgueiras, o
activista dos direitos humanos Aniceto Guterres, a resistente Maria
Olandina, e todos os outros anónimos cidadãos de uma nação sem soberania. Do
outro lado da linha respondeu-me o silêncio.


Compreendi que as milícias e os indonésios tinham estendido uma cortina
negra sobre a operação que desencadeavam em todo o território. Pouco depois
das sete da tarde, já com a noite instalada, o tiroteio de metralhadora
rebentou mesmo ao lado do quartel-general. Só compreendi o que se passava
quando os gritos soaram mais forte do que as rajadas: a polícia indonésia
estava a disparar sobre os dois milhares de refugiados que tinham procurado
protecção junto ao muro exterior da UNAMET.


Os velhos, as mulheres e as crianças tentaram escapar, a maior parte
lançou-se para cima do arame farpado, rasgando o corpo, deixando os picos
cravados na roupa que vestiam. Vinham aos gritos, gritos que tinham o som do
mais puro medo, ensanguentados e desesperados. Os 700 homens da UNAMET
reagiram como um só: acariciaram as crianças, confortaram as mulheres,
tranquilizaram os homens. A imensa massa de timorenses que fugiu à morte
sentou-se no chão do auditório da UNAMET onde, dias antes, a Indonésia e os
líderes autonomistas tinham prometido respeitar o resultado da consulta.


Sentaram-se e começaram a rezar. Compreendi que estava a olhar para um povo
indefeso. Mais compreendi também que estava a olhar para um povo que nunca
capitularia por mais sangrento e prolongado que fosse o cerco.


Texto de JOSÉ VEGAR, enviado a Díli
Sáb. 11 Set 1999 00:00

quarta-feira, fevereiro 14

EM

Um momento simplesmente delicioso, captado pela objectiva de Álvaro Giesta.

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Podem ver mais trabalhos deste e outros excelentes autores no site Olhares.com

domingo, fevereiro 11

Olhares

Enquanto vou alterando o COISAS, aproveito para vos deixar o endereço do site OLHARES .
Espero que gostem do que vão encontrar por lá.

Boa semana para todos.

sexta-feira, fevereiro 9

renovação

Começaram as mudanças no COISAS...


...até breve.

sexta-feira, janeiro 26

ALTERAÇÕES



Caros Amigos.

Como já terão notado, o COISAS está a aparecer de uma forma pouco ortodoxa nos Browsers. Estando o Blog Optimizado para o Firefox, através do IE, a barra lateral direita (side bar), aparecia em condições no primeiro, mas no segundo, o do B. Gates talvez por em tempos aqui ter sido alvo de "bocas" aqui no sítio, a mesma barra era apresentada ao final da coluna de posts. Estou a trabalhar na resolução do assunto, mas, não sendo expert em html, a coisa pode levar algum tempo e mais se pode agravar a situação se o COISAS for objecto de algum embargo do Sá Fernandes ou algo do género.

Bom fim-de-semana a todos os visitantes e Amigos do COISAS.

Abraços.

Jó Carvalho

quarta-feira, janeiro 24

Histórias de uma Helpdesker - Mails que se enviam sozinhos...

O cliente liga e queixa-se de que recebe mails, mas não consegue enviar.
Após a identificação do serviço do cliente, da respectiva mailbox e do SW utilizado para o uso do correio electrónico... Bem como as devidas configurações de protocolos, servidores, password e endereços... Em que o cliente fez precisamente tudo o que eu lhe dizia...

-Sr. XXX, diga-me por favor, qual a mensagem de erro que verifica quando envia um mail?
-Não faço ideia, menina...
-Vamos então testar, enviando um mail para o seu próprio endereço. Assim, testamos as duas vias de comunicação. Crie um novo mail, com o assunto Teste e envie-o para si próprio.
-Eu não sei fazer isso.
-?!? É efectuado da mesma forma que os mails que envia para os seus contactos. A única diferença, é que no destinatário, vai colocar o seu proprio endereço.
-Mas eu nunca mandei mail para ninguém. Nunca fiz isso.

Fiquei completamente em branco, a tentar perceber a lógica da situação e onde é que eu tinha falhado na comunicação... Mentalmente repeti para mim mesma: (não envia mails, mas recebe... Nunca enviou mails para ninguém... Como é que ele sabe que não envia mails? Pelo menos uma vez deve ter tentado... Falta-me aqui qualquer coisa...)
Questionei o cliente, sobre o que o levava a verificar que não enviava mails:
-Eu quando abro o Outlook, vejo que as mensagens entram sozinhas, mas quando abro aqui o A Enviar, não vejo nenhuma a sair. Ora se elas entram sozinhas também deveriam sair sozinhas, não?

Bom, em 5 minutos, sensivelmente lá ensinei o cliente a usar o Outlook... "Fim da picada"...

Histórias de uma Helpdesker - Loooongeeeeeeeee

Um cliente ligou, solicitando ajuda para resolver a situação. Não tinha net. Não sabendo como resolver pedia ajuda.
-O equipamento que está a utilizar para aceder à Internet é um modem, ou um router?
-É um Router, está aqui à minha frente. (E identifica o equipamento, marca e modelo).
-A luz DSL está apagada, intermitente ou fixa?
-Está fixa. Verde.
-Certo. O PC está ligado ao Router por wireless ou por cabo de rede?
-Por Wireless.
-O PC é um Desktop ou um portátil?
-Portátil.
-Está ligado à tomada de energia, ou por bateria?
-Por bateria.
-Os portáteis devem estar ligado à corrente electrica, se usar o adaptador wireless USB. As baterias utilizam praticamente todos os recursos USB dos portáteis. Tem possibilidade de ligar o PC à corrente?
-Não. Não posso, agora não posso.
-Devido a?
- O Portátil está lá no escritório onde trabalho.
-?!? Desculpe, não percebi...
-Eu ontem, estive aqui em casa a fazer umas coisas na net. E não acabei. Hoje resolvi levar o PC comigo, para acabar. Mas quando lá cheguei, não consegui aceder à net. Axei estranho, porque aqui em casa entro sempre logo tão bem...

Ainda tive a esperança de que o escritório fosse na sala do lado... Ou logo ali à esquina... u no prédio da frente, sei lá! Mas não... Ingenuidade minha... Ficava a uns escassos 45 km... Coisa pouca...
-Se bem compreendi, o senhor pretendia ter internet no escritório onde trabalha, através do seu router... Lamentavelmente isso não será possível. Se consultar o manual do equipamento, poderá certamente verificar a distância máxima entre PC e Router, bem como as precauções a ter em conta para manter um sinal minimamente satisfatório para acesso.
-Mas isto não dá de cá pra lá? Ora bolas, comprei um wireless, porque assim podia levar o portátil para todo o lado e aceder. Pensei que dava.
-Para todo o lado, em sua casa, certamente. Não de sua casa para o escritório...
-Assim, não quero isto!!! E agora?
Entretanto a chamada caiu... Fico com pena de não saber o desfecho desta dificuldade do cliente...

Histórias de uma Helpdesker - Desenrascado!

Pois é... Aqui vai mais uma... Pérola.
O cliente ligou e após se ter identificado, expõe a sua dúvida:
- Quando tento validar-me, diz-me aqui que: " Não foi possível efectuar a autenticação devido ao username ou password estarem errados. Por favor verifique os dados introduzidos e tente novamente". O que é que isto significa?
Respirei fundo... Com o som em mute, claro... Apeteceu-me ser mázinha e dizer que a mensagem de erro era óbvia e esclarecedora o suficiente, mas obviamente não o podia fazer... (ai que pena!)
Respondi:
-Tem a certeza que colocou os elementos de identificação correctos? O seu username e a respectiva password correctamente?
-Não sei.
-Já corrijiu os elementos introduzidos e tentou novamente?
-Isso faz-se como?
(-Ai! - pensei eu... - O que é que me "saiu na rifa"?) -Da mesma forma que iniciou a ligação, na janela onde coloca o seu username e password, deve apagar o conteúdo e voltar a introduzir os elementos de identificação.
-Ah... E isso é muito complicado?
(Tá bonita a festa...) pensei novamente... -Vamos iniciar o processo do início, está perto do computador, para que eu o possa ajudar correctamente?
-Ehr... Bem... Sim... Mais ou menos...
-Então? Como assim?
-Tenho que ir até lá. Não sei se o telefone chega até lá.
-Pode tentar?
-Axa que devo?
-Se pretende resolver a situação, sim.
-Ahh... Vou tentar.
Quando finalmente se sentou em frente do pc:
-Então o que é que tenho que fazer?
-No ambiente de trabalho do monitor, tem certamente um ícon que permite iniciar a ligação, com o nome ADSL. Certo? Faça 2 clics, por favor.
-Sim, tenho. Já fiz. Agora abriu-me aquela janela onde tem o meu username e por baixo uma password.
-Isso mesmo. No campo do username, apague e volte a escrever o username.
Silêncio durante um minuto, em que eu só ouvia teclar afincadamente...
-Ok. Já fiz.
-Que username colocou?
-O XXXXXXXX@xxxx (disse o username completo).
-Correcto. Agora por baixo, no campo da password, faça o mesmo, mas desta vez é para colocar a password referente a esse username.
-Ah, eu já fiz isso, só que aqui tem 8 bolinhas e o meu teclado não tem essa tecla porque já é velhote, por isso, abri o word, fiz uma marca com bolinha, copiei e colei aqui 8 vezes, mas mesmo assim não dá...
Bem, senti-me num daqueles filmes de 5ª dimensão do Alfred Hitchcock... Apeteceu-me bater com a cabeça na mesa... Verifiquei na ficha de cliente, que este, nunca tinha alterado a password, e por isso só podia ser a de origem.
-Sr. XXX, quando adquiriu o kit, junto tinha certamente um envelope com o seu username e uma password. Ainda tem esse documento?
-Sim. Tenho-o aqui na mão. Precisei dele pra colocar aqui o username.
-Verifique se abaixo do username, não tem uma password.
-Sim, uns números.
-Exacto. Coloque-os no campo password, por favor. Essa é a sua password de acesso à Internet. Depois, clique no botão marcar, que se encontra no canto inferior esquerdo dessa mesma janela.
-Está bem.
Uns segundos depois:
-Aqui já diz que o serviço está agora ligado. E agora? Axa que já tenho net?
-Vamos testar. Abra o Internet Explorer, e verifique se já acede.
-Sim, tenho aqui a página do Google. Já tenho net! Yuppi!!!
Despediu-se, e desligou...
Fiquei a pensar na "fácil forma" de contornar a situação dos pontos, que o cliente tinha encontrado... Homem desenrascado...

Histórias de uma Helpdesker - A importância do diálogo...

Aqui está o típico da falta de diálogo...
Um cliente ligou (chamemos-lhe António), e estava furioso:
- Isto dos vossos serviços é tudo uma grande m****, passo a vida nisto, sempre erro de password, e sei que estou a colocá-la bem! Resolva-me já esta m****!
- Boa noite, fala XXX, em que posso ajudar?
- Você ouviu muito bem! Resolva-me esta m**** da password, já!
- O seu nome, por favor? E o seu Username, para que eu possa consultar a sua ficha de cliente.
O cliente lá se identificou.
Pedi para aguardar, e verifiquei a situação... Pois é... Pois é... A julgar pelo histórico de actividades, de facto ele tinha sempre esse problema...
Voltei à linha...
- Sr. António, pelo que verifiquei nos ultimos 15 dias, a password tem sido alterada 2 vezes por dia, uma vez de manhã, e outra à noite. Tem conhecimento desta situação?
- Como assim? De que m**** está você a falar? Eu tenho ligado todos os dias, sim, a esta hora para vocês me resolverem esta gaita! Alterada 2 vezes por dia?
- De facto o Sr. António tem ligado sensivelmente a esta hora, e é alterada a password, mas de manhã, é a Sra. D. Maria (chamemos-lhe assim) que liga e também procede à mesma alteração. Neste momento, para validar o seu acesso à Internet, o Sr. António está a usar a password que foi atribuída esta manhã à Sra. D. Maria?
- Maria? É a minha esposa! Ai ela anda a ligar para aí e altera-me a password? É?
- Efectivamente, sim.
- Bom, vamos lá a confirmar os meus dados, e altere-me então a password, por favor, menina.
"Bem, o tom de voz e a qualidade do português melhorou imenso...", pensei para comigo...
Confirmei os elementos do titular do serviço, alterei a password, informei o cliente, pedi para testar e adverti-o a informar a esposa... De forma a minimizar os erros de password no acesso ao serviço.
O cliente agradeceu, e desligou...
Falta de diálogo, meus amigos... Falta de diálogo...

Diário de uma HelpDesker - O Sr. Não Interessa...

Olá! Aqui vai mais uma, que me aconteceu a semana passada...(Foi uma semana recheada, diga-se...)
O cliente ligou, furioso da vida... Uma linguagem animalesca, bruta, primária...Fechei os olhos, como que ignorando tamanha falta de "higiene moral", respirei fundo e disponibilizei-me para o ajudar a esclarecer a situação que o impedia de aceder à Internet.
Quando lhe perguntei o nome (para saber a quem me dirigia), ele responde:
-Não interessa!
Confesso que eu, estava em mau dia... Apeteceu-me ser mázinha e dar-lhe uma lição. No entanto, não podia "abusar", pois as chamadas são escutadas pelos nossos supervisores e somos avaliados no nosso profissionalismo dessa forma. Mas decidi fazê-lo na mesma. Fico furiosa com pessoas arrogantes... Safa! Pensei cá para comigo: Sou apenas obrigada a cumprir na íntegra o Guião de atendimento do cliente... E de arranjar solução à dificuldade, certo? Cá vai!
- Sr. Não Interessa, qual a marca e modelo do equipamento que está a usar para aceder à internet? Um modem, ou um Router?
Silêncio do outro lado...
Ao fim de alguns segundos:
- É um Router.
- Sr. Não Interessa, qual o modelo?
Silêncio novamente...
- Como posso saber? - disse ele num tom de voz mais brando, mas irritado.
- Pode verificar na base ou na lateral do equipamento, Sr. Não Interessa.
- É um D-Link604.
- O Sistema Operativo é XP ou outra versão, Sr. Não Interessa?
- Sim, XP.
- Sr. Não Interessa, qual a mensagem de erro que visualiza? Ou qual a dificuldade com que se depara?
Ao fim de quase 40 minutos de chamada, sempre a fazer questão de chamar o cliente por Sr. Não Interessa, consegui resolver a dificuldade do acesso. Era o Router mal configurado.
E espero eu que também o cliente tenha ficado com pouca vontade de numa futura vez ser tão indelicado quando alguém lhe pergunta o nome.
Despedi-me:
- Sr. Não Interessa, existe mais alguma questão que deseje ver esclarecida?
- Não, menina. Já aprendi muito por hoje. Obrigado.
E desligou.
Não consegui esconder o meu sorriso maquiavélico... Ehehehe

Diário de uma HelpDesker - A argola com nó!

Bom, voltei à carga, depois de uma fase cheia de trabalho.
Aqui vai mais uma situação que me aconteceu a semana passada:
Um cliente liga e pediu-me ajuda para esclarecer uma situação.
Questionei-o sobre o seu nome e a sua identificação de cliente, para que pudesse aceder à sua ficha de cliente, e dessa forma melhor o ajudar.
- Menina, eu já lhe digo quem sou, mas 1º, gostava que me explicasse o que significa esta argola com um nó!
- Uma argola com um nó? Mas onde?
- Aqui, no computador.
- Se bem compreendi, o sr. visualiza uma argola com um nó no seu computador? Será uma imagem de fundo? Uma fotografia que alguém tenha colocado no ambiente de trabalho?
- Não... Não é uma fotografia... Aparece aqui numa caixinha...

Lá convenci o cliente a identificar-se, e fui fazendo várias perguntas até conseguir "isolar" a situação...
- O seu computador é de mesa, ou um portátil?
- De mesa.
- Disse-me hà pouco que visualizava essa argola com nó numa caixa... Correcto? O que diz essa caixa?
- Diz Nome de utilizador para aceder à Internet, depois mais em baixo, password. E a malvada da argola está aqui no meio...

Pois é, minha gente... A argola com nó era simplesmente a @...
Bom, ensinei o cliente a fazer muitas argolas com nó... E expliquei para que serviam...

Ai de mim!!!


quarta-feira, janeiro 10

Tocou-me...

O texto que se segue foi retirado do Blog Nerinho e Trinkinhas, o qual recomendo. Tocou-me particularmente esta passagem, razão que me levou a reproduzi-la aqui. Já em 2004/Agosto, publiquei aqui no COISAS, um texto fixionado, que só a muito poucos não fará aparecer uma lágrima marota ao canto do olho...
(...) Dizem que eles (os animais), não pensam. Eu afirmo que sim, pensam. Pensam, sentem, sofrem e alegram-se tal como nós, mas se os obresvarmos bem, transmitem-no melhor do que nós o dizemos. Os sentimentos deles são puros, sem qualquer tipo de interesse ao contrário de nós seres humanos que nos dizemos superiores por sermos racionais... Será que o somos mesmo?

Em 6 de fevereiro de 1999, cheguei a casa do trabalho com a minha mãe, e como vinha sendo hábito há alguns meses, assim que chegava, corria para o meu quarto, para ver o meu Menino, que por ser já muito velhinho, quase não via nada, mal andava, pois já não tinha forças para se aguentar e por isso passava os dias praticamente deitado em cima de uma pilha de almofadas confortáveis que nós pusemos no chão. Lá estava ele, meio a dormir, meio acordado, preparei um pouco de leite com Cérelac, tentei com a ajuda de uma seringa dar-lhe de comer para depois lhe mudar a fralda. Sim usava fraldas para ssim poder fazer as necessidades à vontade, sem sujar a casa ou a sua caminha. Mas nesse dia, foi em vão...

O meu Menino só estava à espera que nós chegássemos para se despedir. Era chegada a sua Hora... Quando lhe peguei ao colo, deu-me duas lambidelas (como quem dá dois beijinhos) e partiu... Foi o pior dia da minha vida... Desejei morrer com ele, dar a minha vida em troca da dele... Ainda o desejo se isso fosse possível. Com ele levou toda a minha infância e adolescência... Sinto-me vazia... Só me restam as memórias e os álbuns de fotografias, que ele tanto gostava de tirar. Era muito fotogénico, o rapaz, além de vaidoso.

Escrevo esta história com alguma dificuldade emocional, mas espero que sirva para que aquelas pessoas que olham para os animais e fazem deles o que querem, ao sabos das suas apetências, se lembrem que eles também são seres vivos e que por isso merecem tanto respeito como qualquer pessoa. Aliás, o meu Menino mereceu muito mais respeito do que muitas pessoas que conheci durante toda a minha vida.

Sei que esta história é longa, mas não é nada, comparada com os 17 anos de vida comum que tive com ele. A minha mãe já penso adquirir outro para superar a dor, mas de momento não é possível nem justo fechar um animal em casa durante todo o dia, tal como teve que acontecer com o meu Menino, por ironia do destino.

Espero que surta algum efeito positivo na consciência de todos nós, senão pelos proprios animais, por nós seres humanos que já nos habituámos a olhar para o nosso proprio umbigo." (...)

in:Blog: NERINHO e TRINKINHAS

FRASE(s) de 2006 - I



"O Amor é como a relva! Planta-se e ela cresce! Nisto, vem uma vaca e acaba com tudo!"




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Ass: Jorge Nuno Pinto da Costa

sexta-feira, dezembro 1

quinta-feira, setembro 21

Quase de regresso... quase...



Caros Amigos leitores, colaboradores e visitantes ocasionais. Venho aqui, durante o pouco tempo de que disponho, deixar-vos uma pequena-grande "pérola" que retirei de um blog - Blog da Merda, que vale a pena visitar, porque tem na realidade, "merda" de excelente qualidade.
Não, não foi por perguiça que fiz o copy e paste do texto. Aliás, essa operação demorou penosos dias, com uma pausa pelo ficheiro do word onde ficou a marinar (ou seja, para dar ainda mais êfase à excelência do texto). Francamente vos digo: há uns mesmes que não ria e com tanta vontade.
Em breve aqui volto para vos contar mais COISA e dar-vos alguma explicação do porquê desta minha ausência.

Aos autores do Blog em questão, peço-vos desculpa pelo uso abusivo do texto, mas não pude resistir a tamanha obra de arte. Obrigado.


História de Portugal

Tudo começou com um tal Henriques que não se dava bem com a mãe e acabou por se vingar na pandilha de mauritanos que vivia do outro lado do Tejo. Para piorar ainda mais as coisas, decidiu casar com uma espanhola qualquer e não teve muito tempo para lhe desfrutar do salero porque a tipa apanhou uma camada de peste negra e morreu. Pouco tempo depois, o fulano, que por acaso era rei, bateu também a bota e foi desta para melhor. Para a coisa não ficar completamente entregue à bicharada, apareceu um tal João que, ajudado por um amigo de longa data que era afoito para a porrada, conseguiu pôr os espanhóis a enformar pão e ainda arranjou uns trocos para comprar uns barcos ao filho que era dado aos desportos náuticos. De tal maneira que decidiu pôr os barcos a render e inaugurou o primeiro cruzeiro marítimo entre Lisboa e o Japão com escalas no Funchal, Salvador, Luanda, Maputo, Ormuz, Calecut, Malaca, Timor e Macau. Quando a coisa deu para o torto, ficou nas lonas só com um pacote de pimenta para recordação e resolveu ir afogar as mágoas, provocando a malta de Alcácer-Quibir para uma cena de estalo. Felizmente, tinha um primo, o Filipe, que não se importou de tomar conta do estaminé até chegar outro João que enriqueceu com o pilim que uma tia lhe mandava do Brasil e acabou por gastar tudo em conventos e aquedutos. Com conventos a mais e dinheiro menos, as coisas lá se iam aguentando até começar tudo a abanar numa manhã de Novembro. Muita coisa se partiu. Mas sem gravidade porque, passado pouco tempo, já estava tudo arranjado outra vez, graças a um mânfio chamado Sebastião que tinha jeito para o bricolage e não era mau tipo apesar das perucas um bocado amaricadas. Foi por essa altura que o Napoleão bateu à porta a perguntar se o Pedro podia vir brincar e o irmão mais novo, o Miguel, teve uma crise de ciúmes e tratou de armar confusão que só acabou quando levou um valente puxão de orelhas do mano que já ia a caminho do Brasil para tratar de uns negócios. A malta começou a votar mas as coisas não melhoraram grande coisa e foi por isso que um Carlos anafado levou um tiro nos coiratos quando passeava de carroça pelo Terreiro do Paço. O pessoal assustou-se com o barulho e escondeu-se num buraco na Flandres onde continuaram a ouvir tiros mas apontados a eles e disparados por alemães. Ao intervalo, já perdiam por muitos mas o desafio não chegou ao fim porque uma tipa vestida de branco apareceu a flutuar por cima de uma azinheira e três pastores deram primeiro em doidos, depois em mortos e mais tarde em beatos. Se não fosse por um velhote das Beiras, a confusão tinha continuado mas, felizmente, não continuou e Angola continuava a ser nossa mesmo que andassem para aí a espalhar boatos. Comunistas dum camandro! Tanto insistiram que o velhote se mandou do cadeirão abaixo e houve rebaldaria tamanha que foi preciso pôr um chaimite e um molho cravos em cima do assunto. Depois parece que houve um Mário qualquer que assinou um papel que nos pôs na Europa e o amigo dele, o António, ainda teve tempo para transformar uma lixeira numa exposição mundial e mamar uma da Grécia na final.

E o Cavaco?

O Cavaco foi, com o Pai Natal e o palhaço, no comboio, ao circo.

FIM

(HuGuiTu) Rabiscado por Os Três Mosqueteiros

quarta-feira, agosto 30

Diário de uma Helpdesker de Informática - 30-08-2006

Cá estou eu novamente após uns tempos de silêncio... Não... Não foram férias... (infelizmente...) Foi muito, mas muito trabalho mesmo...

Desta vez, não venho "dizer mal" dos clientes... Bem pelo contrário, venho publicar comportamentos que deveriam acontecer mais vezes, para ânimo dos intervenientes, após um longo dia de trabalho e ainda faz mais umas horazitas extras até altas horas da noite. Como é de prever, o espírito ao fim do dia não é propriamente de alto astral, e o esforço de não deixar isso transparecer na voz, é uma preocupação constante, para que o cliente não se aperceba...

Por vezes há clientes com comportamento reprovável (já passei por muitos...), mas também há clientes que nos elevam o ânimo de forma exemplar! E esses devem ser elogiados. É essa a homenagem que lhes presto aqui.

Ontem, o meu estado de espírito era completamente negativo, (complicações pessoais, dia difícil no serviço principal, e quando chego ao Call Center, o primeiro cliente foi incorrectíssimo quer na linguagem, quer na voz, quer nas atitudes).

Após a análise da situação do cliente, verifiquei que afinal a questão de falta de acesso à internet estava relacionada com obras na zona do cliente que danificaram as linhas telefónicas. Isso implicava uma completa reinstalação de toda a infraestrutura nas cablagens... Elucidei o cliente sobre essa intervenção (apesar de me ser impensável que ele não soubesse o que se passava na sua zona de residência, pois toda a zona estava sem serviço de telefone devido a essa intervenção!). O cliente manteve o baixo nível de carácter, e exigiu falar com a supervisão. Assim procedi, o cliente aguardou, enquanto eu descrevia o quadro das anomalias ao supervisor, de forma a que quando a chamada fosse transferida, o supervisor já tenha umas ideias sobre a situação do cliente. Regresso à linha e informo o cliente que vou então transferir a chamada. Comentário do cliente, mais uma vez elucidativo do seu eventual carácter: "O supervisor estava a comer alguma secretária?!"
Para mim, foi a gota de água; mantendo o tom de voz, questionei: "Sr. Pedro, alguma vez, durante o atendimento, eu fui incorrecta no comportamento ou linguagem?" Ao que ele obviamente respondeu negativamente. Respondi novamente: "Então, agradeço que me trate da mesma forma. Obrigada." E transferi a chamada. Ao que sei a linguagem do cliente moderou... Talvez pela minha atitude final, ou.. talvez porque quem atendeu era um homem...

Mas felizmente nem todos os clientes são assim, e duas chamadas depois, uma nova chamada caíu na minha consola... A cliente não visualizava páginas, e pior que tudo, não fazia a miníma ideia dos passos a efectuar para aceder correctamente. Inspirei fundo e "arregacei" as mangas... Passo a passo, indiquei os procedimentos de configuração, explicando sempre o porquê de cada procedimento, de forma a que a cliente tivesse noção da realidade em que ia agora entrar. Ao fim de sensivelmente 20 minutos, a situação fica resolvida, a cliente satisfeita, e o comantário final da cliente deixou-me com um sorriso de orelha a orelha... " Muito obrigada, você teve muita paciência comigo, foi sempre exemplar, satisfez-me todas as dúvidas, ensinou-me muita coisa, com uma linguagem acessível, e foi sempre muito simpática..."

Palavras para quê... Imaginem como fiquei... mandei o baixo astral do dia inteiro às urtigas!!!

Bem haja a essa cliente a todos os que haja por esse mundo fora, com idêntica capacidade de agradecimento!


quinta-feira, julho 27

A irmandade pacífica

Num jornal diário, um sr. Macias, doutorado em História, discorre sobre um passeio à Síria. Na Síria, além das “grandes matrizes artísticas” (o Ocidente limita-se a “pequenas cópias”), o sr. Macias encontrou a felicidade: gente hospitaleira, simpatia, cruzamentos de “vivências” (sic) e de crenças. Lá, abunda um “genuíno amor por crianças”, e as mulheres gozam de completa “autonomia”, a ponto de convidarem o sr. Macias para um chá em casa delas. A segurança, “dentro de fronteiras”, é total: o risco “vem de fora” (adivinhem de onde).

Claro que a Síria real é outra: uma brutal ditadura dinástica, que observa a lei islâmica, restringe os direitos das mulheres, condena as crianças ao trabalho e à fome e recebe, com o beneplácito oficioso, escravos da Ásia e da África. Basta folhear os relatórios das organizações de direitos humanos. Mas tudo bem: o doutorado Macias poupou na erudição (veja-se as descrições: “Uma espécie de casas feitas em terra e que, em termos de formato, são muito cómicas”) para investir na afirmação política.

Mesmo subtil, a afirmação política não falha nas alusões ao Médio Oriente. Ninguém está interessado em tomar chá com aldeãs, ou nos “cruzamentos de vivências”. A ideia é apresentar um retrato idílico, e alucinado, dos árabes na zona, para contrapor ao “invasor”, evidentemente Israel, que é sempre a questão original.

É também, e sempre, uma questão em voga. A minha última crónica bateu um recorde pessoal de ‘e- -mails’, favoráveis ou contrários. Nada a dizer: as críticas às políticas de Israel são naturalmente legítimas. Ilegítimo é o rol de mentiras que, regra geral, as acompanha. Em boa parte da opinião pública, não há a sombra de uma vontade em apurar razões: há raiva, e qualquer delírio a sustenta.

Vale que os ‘e-mails’ são sinceros: dois leitores, que confessam deplorar a violência, insultam o macaquinho do Irão por este não cumprir as ameaças que diariamente agita. Em público, esta franqueza cai mal, e a eliminação sumária de Israel, uma ambição largamente partilhada, tem de ser escondida sob o suave véu do pacifismo. Decerto são pacifistas que se agitam em manifestações perante as embaixadas de Israel. E, em Portugal, foram decerto pacifistas que subscreveram um “documento” a pedir o “fim da violência”.

O “documento”, que finge condoer-se dos povos palestiniano e libanês, é uma coisinha ordinária, que desfila invenções rasteiras e dezenas de “personalidades”. Já não falo das vítimas israelitas, de agora e de outrora. Mas, talvez por esquecimento, nenhuma das “personalidades” em causa assinou papéis quando palestinianos foram forçados (pela hospitalidade árabe) a secar em enclaves, mortos por sírios e roubados por Arafat. Ou quando libaneses foram mortos por palestinianos e submetidos a sírios e bandos terroristas.

Se nem as mais desvairadas ficções conseguem culpar os ‘sionistas’ por uma desgraça, a desgraça é irrelevante. Caso contrário, eles pagam a despesa. Desde que, em última e dissimulada instância, visem o fim de Israel, todos os pretextos e ‘argumentos’ servem. E todas as alianças, voluntárias ou não, são bem-vindas. Não é à toa que o tal “documento” junta padres e comunistas, fascistas e antifascistas, palhaços e malabaristas. Se estivermos atentos, ainda ouviremos a Extrema-esquerda invocar o pobre Ratzinger. O ódio a Israel é o farol ecuménico do nosso tempo.

Alberto Gonçalves, Sociólogo
in:correio da manhã 2006-07-26

terça-feira, julho 18

Diário de uma Helpdesker de Informática - 17-07-2006

Boa Tarde... Há já mt tempo que não publicava as minhas situações vividas no serviço de helpdesker que executo nas horas livres... É mesmo por falta de tempo, e não por falta de situações... Essas (as situações) são muitas... Muitas... Ora seguem-se algumas:

Um cliente ligou, pretendia trocar o equipamento (modem), pois este era incompatível com o computador... Estranhei tal incompatibilidade, e questionei-o sobre a marca e modelo, se estava correctamente ligao ao pc, o estado das luzes do modem... As perguntas habituais para que se possa chegar a uma ideia sobre o ponto de situação e proceder correctamente à resolução da mesma...

Pois é... Qual o meu espanto!! O cliente não tinha luz em casa, o modem não acendia luzes nenhumas e por consequência o pc também não ligava...

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domingo, julho 2

O olhar de Ricardo


Image Hosted by ImageShack.usFernando Sobral

Antes do jogo com a Inglaterra, José Mourinho, na SIC, dizia que “a selecção portuguesa cheira bem”, porque tem uma atitude positiva. Num jogo em que, como dizia um português após pagar 500 euros por um bilhete (“Foi um bom negócio”), e cujo resultado foi melhor do que o espectáculo, o televisor parecia um coração saltitante.

Durante quase três horas foi difícil estar parado, e se o cansaço se transmitiu aos relatores da SIC houve um que disparou uma frase profética: “Eu vi nos olhos de Ricardo a concentração absoluta.” E foi isso que se vislumbrou. A frieza de um icebergue no meio de um mar em chamas. Nas defesas de Ricardo, Portugal reencontrou, por momentos, a esperança.

in: correio da manhã, ed. on-line

quarta-feira, junho 21

terça-feira, junho 20

Que pequeninos que somos!!!...

Assembleia Geral elegeu os 47 membros do Conselho de Direitos Humanos

Terça, 09 de Maio de 2006

9 de Maio – A Assembleia Geral elegeu hoje, em Nova Iorque, os 47 membros do Conselho de Direitos Humanos. O novo órgão da ONU, que tem como objectivo promover e defender o respeito de todas as liberdades fundamentais para todos, será sediado em Genebra, a partir de 19 de Junho.

Os 47 membros do Conselho de Direitos Humanos foram eleitos directa e individualmente, por voto secreto e pela maioria dos membros da Assembleia Geral, por um mandato de três anos, não renovável após dois mandatos consecutivos.

A Assembleia Geral é composta por 191 membros. Cada membro do Conselho eleito hoje recebeu pelo menos 96 votos no escrutínio.

A eleição dos membros do Conselho seguiu uma representação geográfica equitativa: 13 lugares para o grupo de Estados africanos, 13 lugares para o grupo de Estados asiáticos, 8 para os Estados da América Latina e Caraíbas, 7 para os Estados da Europa Ocidental e Outros e 6 para os Estados da Europa de Leste.

Quanto ao grupo africano, os países eleitos foram: África do Sul, Argélia, Camarões, Jibuti, Gabão, Gana, Mali, Maurícia, Marrocos, Nigéria, Senegal, Tunísia e Zâmbia.

Relativamente à Ásia foram eleitos: Arábia Saudita, Barém, Bangladeche, China, Coreia do Sul, Índia, Indonésia, Japão, Jordânia, Malásia, Paquistão, Filipinas e Sri Lanka.

No caso da América Latina foram eleitos: Argentina, Brasil, Cuba, Equador, Guatemala, México, Peru e Uruguai.
No que diz respeito ao grupo “Europa Ocidental e Outros Estados” foram eleitos: Alemanha, Canadá, Finlândia, França, Holanda, Reino Unido e Suíça.

Quanto à Europa de Leste foram eleitos: República Checa, Polónia, Rússia, Ucrânia, Azerbeijão e Roménia.
Sessenta e quatro Estados-membros apresentaram as suas candidaturas e entre os que não foram eleitos encontram-se: Quénia, Irão, Iraque, Quirguistão, Líbano, Tailândia, Nicarágua, Peru, Venezuela, Grécia, Portugal, Albânia, Arménia, Geórgia, Lituânia, Eslovénia e Hungria.

Após cinco meses de negociações, a Assembleia Geral aprovou, a 15 de Março passado, por uma larga maioria, a criação de um novo Conselho de Direitos Humanos para substituir, a partir de 19 de Junho, a Comissão de Direitos Humanos.
A resolução que institui o Conselho de Direitos Humanos foi adoptada por 170 votos a favor e 4 contra (entre os quais o dos Estados Unidos) e 3 abstenções.

Segundo a resolução, o Conselho será “encarregado de promover o respeito universal e a defesa de todos os direitos humanos e de todas as liberdades fundamentais para todos, sem qualquer distinção, com justiça e equidade”.

Os membros do Conselho deverão observar as normas mais rigorosas em matéria de promoção e defesa dos direitos humanos. Cada membro será objecto de uma análise da sua acção no domínio dos direitos humanos, durante o seu mandato.

A Assembleia Geral poderá, por maioria de dois terços dos membros presentes e votantes, suspender o direito de um membro que tenha cometido violações flagrantes e sistemáticas dos direitos humanos, durante o seu mandato.

A primeira reunião do novo Conselho, que terá sede em Genebra, realizar-se-á a 19 de Junho. O Conselho reunir-se-á regularmente ao longo do ano e terá no mínimo três sessões por ano, com uma duração total de pelo menos dez semanas; uma delas será a sessão principal. Poderá realizar sessões extraordinárias, quando solicitadas por um membro e aprovadas por um terço dos membros do Conselho.

O princípio da criação do Conselho de Direitos Humanos, que substitui a Comissão, como órgão subsidiário da Assembleia Geral, foi decidido pelos dirigentes dos Estados-membros por ocasião da Cimeira Mundial de Setembro de 2005, por recomendação do Secretário-Geral.



(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 09/05/2006).


Comentário: Se é "comentável", ou muito me engano ou Portugal é mantido ao mesmo nível de países que não condenam a pena de morte, que violam deliberadamente os direitos humanos, em resumo, conjuntamente com terceiro-mundistas assumidos e acomodados. Só falta o Zimbabué para completar o ramalhete de "boas intenções"

Para mim, só há uma justificação: O Ti Guterres estar já a ocupar um tacho na ONU e as recentes e sistemáticas violações do Socrates cá no Burgo. O MNE, o Professor Freitas, desta vez não veio à pressa com aquele ar grave e sério de virgem atormentada e ofendida.
Que pequeninos que somos, Professor Amaral!!!...



Diário de uma Helpdesker de Informática - 17-06-2006

Aqui vai mais uma situação que ocorreu durante o fim de semana:

- Boa noite, fala XXX em que posso ajudar?
- Oi, tô precisando de ajuda... Não consigo me ligar na net, e aki dá erro 672...
Após a devida identificação do cliente, verifiquei que o erro 672 indica que não foi encontrado o modem.
- Tem a certeza de que o modem se encontra correctamente ligado ao computador?
- Sim... Axo que tenho...
- Então, indique-me por favor a marca e modelo do modem, bem como o estado das luzes do mesmo.
- Ehhhrrrrr... Me dá um segundinho?
- Com certeza...
Ouço do outro lado, a conversa do cliente com alguém que deveria estar não muito longe:
- (assobio) Oi, meu irmão! Cadê o modem?!?
- Cadê o quê? - (ouve-se por resposta).
- Cadê o modem... Aquele aparelhinho pequenininho que fica aqui ligado ao computador!
- Ué... Levei e liguei na casa do meu amigo... Porquê? Tá fazendo falta?
- Não seu craque! Só tô aqui tentando me ligar na Net. Quem sabe consigo me ligar sem modem, né?
Não é difícil adivinhar o fim da conversa do cliente quando voltou à linha... Mas garanto que tive que fazer um esforço redobrado para me conter impávida e serena... Pelo menos até a chamada terminar...




segunda-feira, junho 12

Diário de uma Helpdesker de Informática:12-06-2006

Este Fim de semana, tive a felicidade de ser brindada com mais umas situações no mínimo insólitas!!! Seguem-se as situações:

- Boa noite, fala XXXXX, em que posso ajudar?
- Boa noite, minha senhora... A ver se me pode ajudar... Comprei um portátil Pentium IV, com 80 GB de disco... (quase 10 minutos depois de descrever as capacidades técnicas do portátil, todas e mais algumas ainda não inventadas...) quando acedo à internet e coloco o meu username e a minha password, devolve-me um erro de user / password inválidos... O que se passa?
- O sr. tem a certeza absoluta que está a introduzir o seu username e respectiva password correctamente?
- Sim, sim.
- Podemos proceder à alteração da password, mas para tal terá que me confirmar primeiro alguns dados pessoais, está disponível para o fazer? Ou prefere tentar novamente o acesso com a password que tem? Eu acompanho-o nesse processo.
- Sim, estou disponível, mas vamos primeiro, então tentar só mais uma vez o acesso. Ora vamos lá a ver...
Após o acompanhamento técnico a seguir telefónicamente os passos que o utilizador dava, deparei-me com o seguinte comentário do cliente:
- Ah, isto, tenho uma dúvida para fazer o zero, tenho que carregar no Caps Lock...
- Perdão?! Mas... Caps Lock é apenas para letras... As nossas passwords não possuem letras, mas apenas números, e para os números, não é preciso Caps Lock...
- Mas assim, o zero sai pequenininho!!!
Percebi então a dificuldade do cliente...
-Parece-me que está a escrever a letra Ó, e não um zero...
Silêncio do outro lado... A chamada caíu...

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Cliente: - Boa noite, gostava que me desfizesse uma dúvida... Adquiri recentemente um modem, e estou a tentar ligá-lo à tomada de telefone, desmontei a caixa da linha telefónica e aqui só tem 2 fios! Eu percebo correctamente destes esquemas, e quero reclamar e chamar-vos à atenção de que esta porcaria deveria ter 4 fios... 4!

Dito isto, o cliente desligou... Nem me deu hipótese de dizer que não é suposto mexer nas caixas das linhas telefónicas...

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domingo, junho 11

"MATA-MATA"

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As armas e os Barões assinalados
Que da Ocidental praia Lusitana
Por mares nunca de antes navegados
Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçados
Mais do que prometia a força humana,
E entre gente remota edificaram
Novo Reino, que tanto sublimaram;

E também as memórias gloriosas
Daqueles Reis que foram dilatando
A Fé, o Império, e as terras viciosas
De África e de Ásia andaram devastando,
E aqueles que por obras valerosas
Se vão da lei da Morte libertando,
Cantando espalharei por toda parte,
Se a tanto me ajudar o engenho e arte.

Cessem do sábio Grego e do Troiano
As navegações grandes que fizeram;
Cale-se de Alexandro e de Trajano
A fama das vitórias que tiveram;
Que eu canto o peito ilustre Lusitano,
A quem Neptuno e Marte obedeceram.
Cesse tudo o que a Musa antiga canta,
Que outro valor mais alto se alevanta.

VAMOS A ELES, RAPAZIADA



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Heróis do mar, nobre povo,
Nação valente e imortal
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria, sente-se a voz
Dos teus egrégios avós
Que há-de guiar-te à vitória!
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!
II
Desfralda a invicta Bandeira,
À luz viva do teu céu!
Brade a Europa à terra inteira:
Portugal não pereceu
Beija o teu solo jucundo
O oceano, a rugir de amor,
E o teu Braço vencedor
Deu mundos novos ao mundo!
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!
III
Saudai o Sol que desponta
Sobre um ridente porvir;
Seja o eco de uma afronta
O sinal de ressurgir.
Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe,
Que nos guardam, nos sustêm,
Contra as injúrias da sorte.
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!


sexta-feira, junho 9

Diário de uma Helpdesker de Informática:09-06-2006

Após 15 minutos de despiste técnico, em que eu ajudava uma cliente a instalar e configurar um modem, a cliente finaliza o processo de instalação, e eu indiquei-lhe:
- No ambiente de trabalho, existe certamente um ícone novo... É referente ao acesso à Internet. Por favor, posicione o rato em cima do mesmo e faça duplo click. Que janela lhe surge?
Resposta da cliente:
-Ah, sim... O ambiente de trabalho lá do escritório é de cortar à faca...

Diário de uma Helpdesker de Informática - Introdução

Pois é... Por vezes acontecem-nos coisas extraordinárias durante a nossa vida de Helpdeskers... Principalmente em casos em que o serviço de ajuda ao cliente é prestado via telefone. As situações que colocarei de hoje em diante, são situações reais, que aconteceram comigo, enquanto prestava / presto apoio técnico a clientes de determinados serviços de Internet. Por razões óbvias, não serão publicadas referências de nenhum dos intervenientes. Todos os nomes são fictícios, e servem apenas para narrar os episódios hilariantes que se vivem nestas andanças de informático.

Bem haja a todos, e espero que se divirtam com os meus artigos.

segunda-feira, maio 22

A pedido de várias "famílias"...



Já são bastantes as estórias aqui contadas no COISAS. Por motivos lógicos, elas falam da vivência de polícias no seu dia a dia. Alguém me deu a ideia de transpor essas histórias para um blog exclusivamente dedicado a conter esses relatos, de forma a serem mais fáceis de encontrar no meio desta confusão que é o COISAS. Assim, a pedido de várias "famílias", aqui fica o link do novo espaço, ESTÓRIAS DE POLÍCIAS.

Espero que gostem e que se divirtam.

Obrigado a quem visita estas COISAS.

segunda-feira, maio 15

Que se lixe a cerveja!...



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Lisboa era uma enorme cuba de fermentação de cerveja, em laboração contínua. Estava no auge do Euro 2004 e os gerentes de restaurantes, bares, cervejarias, cafés, tascas e afins esbracejavam, gritando aos telemóveis, implorando às distribuidoras a rápida reposição de stock do precioso líquido, que jorrava quase ininterruptamente ao longo do dia e noite. O débito das torneiras era impressionante e a meio da manhã, os níveis das cubas estavam abaixo da reserva. Só uma acção concertada do S. Martinho, com o pagão Baco, mediada pelo popular (e residente) Santo António que, não duvido, terá negociado alguma cota de mercado nas festividades do seu culto pessoal, terá permitido que tanta gente mantivesse em constante funcionamento os seus sistemas de depuração sanguínea. Por toda a baixa Lisboeta, tomada desde muito cedo por milhares de adeptos, na sua maioria britânicos que entoavam os seus cânticos, rivalizando com as modas das festas dos Santos Populares. Rivalizavam os cânticos e os cheiros, já que à falta de sanitários em número suficiente, nem a sardinha assada conseguia impor o seu perfume!
Os excessos, uns mais tolerados que outros, surgiam por toda a parte e manifestavam-se não tanto pelo seu impacto na fuga à “normalidade”, mas mais pela frequência com que se praticavam. Falo claro do excesso de ruído, ocupação de vias de trânsito, desrespeito pela sinalização e claro, as tradicionais demonstrações de projecção do xixi em comprimento (versão masculina, mais comum e internacionalizada), e na importada variante feminina, sem dúvida mais rara por estas paragens, mas de longe mais espectacular.
A missão das forças de segurança era manter esta mole de gente em euforia etilizada dentro do razoável limite do admissível, cabendo aos responsáveis das forças no terreno manter as coisas controladas.
Numa das noites que antecederam um jogo da selecção inglesa, parecia que Trafalgar Square se tinha transferido para o Rossio. A proporção de fiéis adeptos das equipas ainda em competição era esmagadoramente favorável em número para os súbditos de Sua Majestade. A quantidade de “infiltrados” em missão de controlo era a normal e cerca das 23H30, foram dadas ordens precisas para o encerramento de todos os estabelecimentos, em especial os mais próximos da Praça D.Pedro IV. A concentração de “suporters” contudo, não arredava pé e aumentava cada vez mais junto à confluência da Rua da Betesga com o Rossio e a Rua da Prata. Parecia a Praça de S.Pedro em dia de Pontifica aparição pública.
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- Raios, já fecharam todas as “tascas” e a malta não arreda pé!
- Pois é Chefe, não estão com muita vontade de ir embora. Sem cerveja, ainda desatam a partir montras e portas dos estabelecimentos para ir beber à força.

A turba de gente, concentrava-se cada vez em maior número e reparei que todos olhavam para uma varanda do Hotel Internacional. Os câticos de apoio à Velha Albion, tinham sido trocados por vários gritos dos quais se percebiam alguns “come back” e “come on… take-off that…”. Intrigado, aproximei-me, tentando vislumbrar os motivos porque todos olhavam para o ar. Mas nada se via. Decidi então abordar um português que avidamente esbugalhava os olhos em direcção de uma varanda do hotel.

- Tá animado isto aqui!...
- Oh pá, tá demais; uma delicia… tá uma gaja ali dentro que disse que ia mostrar as mamas à varanda – informou-me o deliciado lusitano, sem ousar desviar os olhos da dita varanda – só faltam umas cervejinhas.

Imbuído de “elevado espírito de missão”, não tardei a fixar o olhar no balcão, decorado com a bandeira inglesa e de onde a qualquer momento se aguardava a pública aparição da ousada menina. Por várias vezes, uma vistosa loiraça, aproximava-se do varandim e ameaçava retirar a t-shirt que lhe cobria o tronco. Cada vez que o fazia, a populaça, em uníssono, disparava em alvoroço os mais variados gritos de incitamento, desafios, enfim, um autêntico rol de expressões e orações pejadas do mais baixo vernáculo multilingue. Alguns, mais desesperados, faziam tentativas para trepar pelos ornamentos arquitectónicos da bela fachada do Hotel onde a ninfa, em moderna versão da Shakespeariana Julieta, incitava os potenciais e etilizados Romeus. Alguns, à boa maneira britânica, faziam apostas entre eles, jogando o número de vezes que ela apareceria até expor os seus atributos, outros prometiam-lhe noite de sonho como ela nunca tivera. A portaria do hotel estava fechada e reforçada por vários polícias que a custo conseguiriam fazer recuar quantos não arriscavam opções radicais de ataque ao castelo e preferiam a segurança das escadas e elevadores. A carga policial estava eminente e a donzela continuava a fazer as suas ameaças de exibição. Eis então que, um dos principais responsáveis policiais no local, perante a eminência de uma intervenção que por certo mancharia a imagem quase exemplar do evento nacional nos olhos do mundo, teve um rasgo de génio, ao reparar que, apesar do espectáculo eminente estar a atingir o auge, os bifes continuavam a protestar contra o encerramento dos locais de venda de cerveja. Encarregou-se de fazer passar a palavra que, na zona do Bairro Alto, a cerveja ia ser vendida a preços mais módicos e estavam próximas várias “happy-hours”. Em breves segundos, o efeito passa palavra, teve o efeito desejado. Era vê-los a perguntar onde era esse tal de Bairro-Alto. A multidão iniciou a sua peregrinação no momento preciso em que a moçoila, talvez por ver a multidão em debandada e ver-se ferida na sua popularidade, debruçada sobre o vazio do balcão, retira a camisola e exibe as mamocas à populaça, agitando-as, enquanto gritava uns guinchos de chamamento ao seu rebarbado público. Esperava-se nova investida da audiência em dispersão, após tamanha provocação e por breves instantes veio-me à lembrança a célebre cena do filme Apocalipse Now em que Frederic Forrest, o Jay “Chef” Hicks, acompanhado dos restantes camaradas, quase devoram as coelhinhas da Play-boy, em pleno Cambodja. Mas, surpresa das surpresas, enquanto aquela visão se mantinha, suspensa e em exibição pública, a maioria dos conterrâneos da candidata a “coelhinha”, afastava-se, com o argumento unânime de que aquelas maminhas eram uma vergonha e não eram dignas representantes das súbditas de Sua Majestade; o Bairro-Alto é que estava a dar.
Contudo, alguns dos assistentes não arredavam pé. A grande maioria, portugueses, franceses, espanhóis, que até aí, pouco se tinham notado no meio da maioria britânica. Abordei novamente o interlocutor que me informara acerca do que ali se passava
.
- Então amigo, grande espectáculo, eh! eh!
- Podes crer, mano… quero lá saber da cerveja, meu!

Na verdade, há diferentes formas de viver a vida, ehehe!
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fotos retiradas daqui

Nota: esta estória está ligeiramente alterada, embora mantenha o essencial da realidade. A menina na foto, é a "diva" referida e continuo a procurar, incessantemente, uma foto dessa memorável noite :)

sexta-feira, maio 12

Hábitos, manias, vícios, tiques e afins...

Recebi este desafio e não resisti respondê-lo. A "provocação", veio do Blog da Paula, que lançou uma espreitadela por estas coisas e deixou a sua deixa; bem "deixada", por sinal. Sempre bem vinda, assim como todos quantos aqui param para coisar estas coisas.


Belos desafios a que estou sujeito!! Há uns anos, nem a tal me aventuraria. Mesmo não sendo Ribatejano, de tão perto que dele vivo (Ribatejo), antes enfrentar um touro em pontas, ehehe... Hoje, pouco me importa.

Tenho manias, tiques, hábitos (ou lá o que lhe queiram chamar) que não devem ser únicos, mas não são melhores nem piores que outros; unicamente, são meus e pronto.Mas antes vou descartar alguns que não tenho, uns por natural sequência da minha condição de homem pré-macho latino (VERSÃO MODERADA, VULGO "LIGTH DO VELHO MACHO LUSITANO), sim, porque se não acompanhamos a evolução, somos logo rotulados de jarretas, velho antiquado, cota, etc; atenção, modernização vai comigo, mas sem modernices de outro género, que eu não vou em cantigas nem em "lobbyes", por muito que os respeite e ache no direito de terem o seu espaço.

-Cara Amiga, mexer no cabelo tinha eu, quando podia usar uma trunfa que tirava o paterno do sério (sempre poupava umas massas no Ti João Barbeiro), mas esses devaneios capilares terminaram para sempre aos 17 anos, quando da transposição da porta da Base em Tancos;

-Conduzir com velocidade, acaba por ser quase banal, nos dias que correm (claro que uns mais que outros), mas tenho-me safo bem e tem querido a divina providência que das duas uma: ou os radares dos cívicos avariam à minha passagem, ou S.Cristóvão, o santo protector dos viajantes e condutores, tem andado a dar-me umas baldas; se for este o caso, espero que na hora da prestação de contas, o chefe dele não venha para cá armado em fiscal das finanças a cobrar com juros;

-Dançar... bem, dançar, não é bem a minha especialidade. Não evito tentar fazê-lo, mas diria mais que pratico uma espécie de "abana-o-esqueleto", no literal sentido da expressão. Sou um pés-de-chumbo, mas o cálcio, esse chocalha dentro da musculatura (pouca que não há tempo para enchimentos extras);

-Se mal danço, melhor não falar das cantorias, por isso, poupo quem lê à violência da minha auto-crítica, no que respeita a lirismos;-Beijokeiro sou eu, mas calma aí... se fizesse isso ao tipo de clientela da minha "empresa", ou era abertura do Jornal da TVI, ou há muito que andavam a deitar, à minha passagem, florzinhas para o chão dos corredores;

-Partilho a mania das luzes acesas (os tipos da EDP agradeçem, com toda a certeza, que essa treta da poupanca é só letra de "parecer bem")...

-É muito mau sinal quando olho nos olhos de alguém ao falar, já que isso significa que, ou estou pior que uma barata ou o interlocutor fez alguma coisa que não devia (que o digam as minhas filhotas, por exemplo); essa coisa que se diz de ser sinal de sinceridade, etc, o olhar nos olhos de de outrém, morre como regra e acho mesmo que é excepção. Não me digam que nunca repararam que é o que fazem os políticos, vezes sem conta e depois, o resultado está à vista... sinceridade, uma ova!;

-Tenho pavor à sistematização e automatização de comportamentos e logo muito avesso a rotinas (muito importante na minha profissão);

-Pego nos copos usando unicamente o indicador, médio e o polegar. Os dedos anelar e mindinho, demarcam-se do contacto com o vaso, à laia de antena ou contra-peso. Uma coisa é certa: não sei porquê, mas não é actualmente uma prioridade sabê-lo;

-Não posso ver portas de armário de cozinha abertos, sem que esteja a ser tirado ou colocado algo no interior (vários galos cantaram e "moldaram" esta mania);

-Detesto ver pessoas a falar com facas, garfos ou outros objectos contundentes, perfurantes ou congéneres na mão. Sempre achei um perigo quando vejo as pessoas bradindo efusivamente a mão com ditos objectos, movimentando-os ao sabor do maior ou menor calor da conversa;

-Sou incapaz de dormir com almofada e sem ser de barriga para o ar; contudo, a almofada acompanha-me sempre, a qual encosto com o a cabeça contra o dossel da cama e durante o sono, torço-lhe as orelhas ao ponto de ter de as substituir periodicamente. A mãe, diz que quando era pequeno, fazia isso para dormir e a malandreca da mana, ainda hoje pergunta se já deixei de fazer isso ou não.

Estas, são apenas algumas das que me lembro e que poderão rondar um pouco o bizarro; bizarrices para alguns, porque para mim, manias são manias e o resto são conversa. Desde que não sejam incomodativos ou irritantes (depende sempre do conceito e capacidade de encaixe de cada um), tanto me dá se o puto que viaja à minha frente no Metro, se delicia a escrafunchar os pavilhões nasais ou o vizinho do lado pisca os olhos à velocidade de 3 piscadelas por segundo, desde que a seguir não se me dirijam e me estendam a mão para cumprimentar, ou então que insistentemente me obriguem a olhá-lo de frente, para lhe dar uma informação...Livra, ele há com cada mania!!!...

quarta-feira, maio 10

Novo Mapa de Portugal?

Depois das declarações do Ministro das Obras Públicas da República acerca da Iberização, e da "doutoral" decisão de acabar com a maternidade de Elvas, entre muitas outras no já desertificado interior do rectângulo, obrigando desta forma a que muitos dos nacionais nasçam em Badajoz, será que o actual mapa, que na maioria dos atlas e mapas aparece como o conhecemos ?...
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... para passarmos a ter algo próximo deste que se segue?!?!?!?
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terça-feira, maio 9

IBERISTA CONVICTO?!... ou será um Republicano que virou Monárquico?...

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Mário Lino Soares Correia - Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações da República Portuguesa
(Nota: a foto acima colocada, está meio "abandandalhada" porque me apeteceu "abandalhar" esta "bandalheira". Tãombém tenho direito de avacalhar o sistema, de vez em quando, não?)

EXPRESSO, 06-05-06.

O ministro «iberista»

O cidadão Mário Lino pode ter as opiniões que entenda; o ministro, nem todas.

COMECEMOS por reproduzir a declaração, tal qual veio publicada no dia 24 de Abril pelo jornal «Faro de Vigo» «Sou um iberista confesso. Temos uma história comum e uma língua comum. Há unidade histórica e cultural e a Ibéria é uma realidade que persegue tanto o Governo espanhol como o português. Se há algo importante para estas relações são as infra-estruturas de transporte».
Estas considerações foram feitas em Santiago de Compostela, Galiza, Espanha, por um cidadão português que, por acaso, é também ministro.
Aliás, falava nesta qualidade, perante uma audiência composta por 150 quadros galegos da Caixa Geral de Depósitos e do Banco Simeón.
Chama-se Mário Lino e tem, no Executivo português, a pasta das Obras Públicas, Transportes e Comunicações.
Não houve até agora desmentido nem correcção que pusessem verdadeiramente em causa a declaração reproduzida, pelo que não há também motivo para se questionar a fiabilidade do jornal. Lino pensa o que diz. E di-lo, aliás, em termos que não deixam margem para segundas leituras, apesar de, em declarações ao «Independente», ter informado ontem que falava do «iberismo» aplicado à sua área específica. Ora, não se vê o que possam ter a ver com estradas, pontes ou comboios de alta velocidade a suposta «unidade história e cultural», ou com a «história e a língua comuns» que o ministro certamente inventou para sublinhar melhor o seu fervor iberista. Mesmo falseando a realidade histórica e factual que todos os portugueses conhecem.
Não é concebível nem aceitável que um ministro português ignore o conceito a que corresponde a palavra «iberismo» no discurso político. E por isso não é concebível nem aceitável que a use com a displicência e ligeireza com que o fez. O insólito da situação, para não dizer o caricato, é tal que o próprio «Faro de Vigo» a estranha, observando que, «enquanto a Espanha é sacudida pelos debates sobre os estatutos autonómicos e sobre se o Estado se desmembra e se rompe como nação», vem o ministro português confessar-se «iberista» e convencido de que Espanha e Portugal «têm pela frente um futuro em comum». Quer dizer, enquanto as regiões e os povos de Espanha querem mais autonomia e algumas batalham pela independência, há no Governo do único país da Península que resistiu durante oito séculos e meio à força hegemónica de Castela, alguém que se declara defensor de uma unificação ibérica.
O cidadão Mário Lino pode ter as opiniões que bem entenda, mesmo as mais bizarras. O ministro português das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, esse devia ter esclarecido o país sobre essas convicções pessoais antes de aceitar o cargo. E o facto de administrar as Obras Públicas não desvaloriza nem desagrava o seu lastimável discurso. Desde logo porque um ministro é sempre um político e como tal tem de raciocinar e intervir. Depois, não pode subsistir a menor dúvida de que as suas opções estratégicas
- um aeroporto na Ota e este ou aquele traçado do TGV, por exemplo - são tomadas em função de princípios ou convicções que não correspondem minimamente às da generalidade dos portugueses, nem a qualquer doutrina do Estado ou orientação de Governo.
Ninguém pode surpreender-se quando o
primeiro-ministro, falando de economia e das prioridades do Governo, responde «Espanha, Espanha, Espanha». É uma evidência para toda a gente que as relações com a Espanha se impõem e devem ser incentivadas no que sejam mutuamente vantajosas. Outra coisa é o discurso político do Governo ficar contaminado pelas esdrúxulas convicções pessoais de um dos seus ministros.
A menos que Mário Lino fale uma língua diferente, ou as palavras já não sirvam para nada, alguém que se proclama «iberista confesso» não deve integrar o Governo de um país cuja soberania foi conquistada precisamente contra as teses iberistas, com este ou com outro nome. Se não esclarecer o mal-entendido - admitindo, contra todos os indícios, que ele possa ter existido - todas as suas decisões passadas e futuras ficarão sob suspeita.
(Fernando Madrinha)
http://semanal.expresso.clix.pt/opiniao/default.asp?edition=1749

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SEMANÁRIO, 05-05-06

A PARTIR DE AGORA, O MINISTRO IBERISTA ESTÁ SOB SUSPEITA POLÍTICA. EXCEPTO NUMA CIRCUNSTÂNCIA: SE DEIXAR DE SER MINISTRO. É O QUE JÁ DEVIA TER FEITO.
E SENÃO POR INICIATIVA PRÓPRIA, POR DECISÃO SUPERIOR
(...)
Sejamos claros: um iberista, tal como o ministro se define, é uma pessoa que não crê que Portugal deva ser um Estado independente, que defende que na Península Ibérica só deve existir um Estado e, se não for absolutamente irresponsável ou inconsequente, fará tudo para que isso aconteça, sendo que quando se é ministro é extremamente conveniente que se deixe o diletantismo à porta do Conselho de Ministros.
Isto é tudo muito estranho. A oposição, entretida com urgências internas, não reparou, muito menos criticou. Alguns comentadores tão pressurosos com a crescente alienação de empresas portuguesas para mãos espanholas, distraídos, ignoraram. Os empresários defensores dos célebres centros de decisão nacional, proventura porque o ministro ocupa uma pasta de investimento, não tugiram nem mugiram. Esta indiferença será certamente redimida quando um homem com apelido de italiano e nacionalidade brasileira pedir lá da Alemanha para os portugueses fazerem de conta que são patriotas e usarem bandeirinhas por todo o lado.
Esclareço: por mim, o cidadão Mário Lino (Mário Lino Soares Correia) está no seu realíssimo direito de ser comunista, de ser socialista, de ser iberista, de ser o que ele quiser. Vivemos num país livre, apesar da sua antiga militância partidária o ter procurado evitar. Mas eu estou no meu direito de pensar que um iberista não tem condições para governar um País, por mero acaso o meu, cuja existência no mínimo discute e no máximo não deseja.
Para além de governante, o ministro iberista não o é de uma pasta qualquer. Tem a responsabilidade de conduzir assuntos sensíveis para a independência efectiva dos interesses do País, face aos interesses concorrentes e nem sempre convergentes da Espanha. Transportes, comunicações, investimentos. A partir de agora, o ministro iberista está sob suspeita política. Excepto numa circunstância: se deixar de ser ministro. É o que já devia ter feito. E senão por iniciativa própria, por decisão superior. O silêncio do primeiro-ministro significa o quê?
(Jorge Ferreira)

Comentário do COISAS: IBERISTA CONVICTO?!... ou será um Republicano que virou Monárquico, para a Monarquia errada, mas deve ser isso; e pensava eu que os Vasconcelos e outros que tais tinham ficado enterrados em 1640!!!!?... Se lhe chamarem nomes, não se ofenda, sr. Ministro, que há muitos que ofendeu cá no rectângulo e nem ao trabalho se dão de lhe mostrar com quantos paus se faz uma canoa. Que vergonha; francamente!

sexta-feira, maio 5

BOM FIM DE SEMANA



Isto para aqui anda emperrado.
Vou ter de dar um pontapé na preguiça.
Volto em breve, ehehehe.

 

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