terça-feira, março 1

Independência de Portugal ameaçada?




Público
Sábado, 26 de Fevereiro de 2005
Independência de Portugal ameaçada?
General Loureiro dos Santos


No vizinho peninsular, parece haver quem pressinta a possibilidade de
acabar com a independência de Portugal, em proveito próprio. As debilidades
por que passamos, por culpa dos responsáveis políticos portugueses que nos
têm governado nos últimos anos, estão a ser percepcionadas como janelas de
oportunidade que, se adequadamente aproveitadas, poderão conduzir ao fim do
nosso autogoverno. Do que resultariam vantagens para o Estado espanhol e
para regiões autónomas da Espanha (?). Naturalmente, em prejuízo da
capacidade portuguesa de defender os interesses daqueles que habitam no
país que os nossos maiores nos legaram.
A leitura de um artigo do "La Vanguardia", de 19 de Fevereiro (véspera das
eleições legislativas), assim como a de um passo, significativo a este
respeito, da entrevista ao "Expresso", de 22 de Janeiro, quando já decorria
o debate eleitoral, por Carod Rovira, líder da Esquerda Republicana da
Catalunha, revela bem o apetite de estratos da sociedade do país vizinho.
Pelo menos de alguns, mas com assinalável expressão e projecção pública.
Acabar com a independência de Portugal.
No "La Vanguardia" faz-se uma análise da crise portuguesa, recorrendo ao
mais recente eurobarómetro e citando os apenas 38 por cento de portugueses
satisfeitos com a sua democracia em comparação com os 57 por cento de média
da União Europeia. Refere a deterioração da situação económica e
relaciona-a com a desenvolvida economia de Espanha, nosso primeiro parceiro
comercial, com a região autónoma da Catalunha em destaque. E conclui: "Uma
relação económica que, para além dos governos em funções, deveria
traduzir-se numa maior integração política, de perfil multipolar, para
poder ter peso numa nova Europa alargada" (federação?).
A entrevista de Carod Rovira ao "Expresso" vai no mesmo tom. Começando por
dizer que o seu objectivo final é a independência da Catalunha no âmbito da
União Europeia, não se coíbe de afirmar que, na actual situação, não lhe
parece possível tal objectivo, mas é preciso concluir (?) esta "península
inacabada". Neste processo, "Portugal, que é a fachada atlântica da
península, e a Catalunha, fachada mediterrânica da península, têm vivido de
costas viradas para o interior da península e de uns para os outros. Só
podemos acabar com isto conhecendo-nos (...) Existem muitas questões na
Península Ibérica que só se resolverão satisfatoriamente se forem tratadas
com uma mentalidade peninsular." Como existem outras que necessitam de
mentalidade europeia e até mundial, assim como muitas outras que exigem
mentalidade nacional, acrescento eu. Carod Rovira termina: "Madrid não pode
decidir sozinha em tudo, devemos passar de uma concepção unipolar do Estado
para uma outra multipolar, que passe por Lisboa, Barcelona, Bilbau,
certamente por Sevilha, e juntos poderemos acabar de alguma forma esta
península que nunca foi concluída".
Embora terminando por uma frase suficiente ambígua para conter todas as
interpretações que lhe convenham (nomeadamente a transformação da Península
numa Confederação de estados ibéricos independentes), ela também pode ser
lida como um cenário de transição com uma Península federal, centrada em
Madrid (uma vez que reconhece não existirem condições para a Catalunha
atingir a independência). Isto corresponderia à abdicação de Portugal dos
atributos de soberania que possui (e que Rovira tanto deseja para a
Catalunha, o que é uma flagrante contradição), com tudo o que tal
significaria como reforço da instabilidade conflitual na península. Ao
mesmo tempo, talvez sem dar conta, atiça os impulsos centralistas de Madrid
sobre as regiões periféricas peninsulares, onde verdadeiramente se produz a
riqueza, e que são as reais detentoras do potencial estratégico natural,
dado o seu acesso ao mar.
A grande lição de tudo isto é que a actual situação de crise económica, se
não for resolvida atempadamente, tornar-se-á numa muito séria ameaça à
independência de Portugal, além de poder vir a traduzir-se em roturas
sociais profundas, de repercussões tremendamente negativas no nosso
bem-estar e estabilidade. A sua solução passa pela substituição do actual
modelo económico-social, já esgotado, por outro bem mais rigoroso,
susceptível de exigir, pelo menos temporariamente, talvez num largo
período, sacrifícios de todos nós.
Os responsáveis políticos agora eleitos terão de seleccionar o essencial e
descartar o acessório; agir com lucidez e com despreendimento relativamente
à sua continuação no poder; e ter por ambição ficar na História como
regeneradores de Portugal, e não como eventuais coveiros da sua
independência, se não imediata e formal, pelo menos a prazo e de facto.
A racionalização dos instrumentos da acção do Estado é uma das primeiras,
senão a primeira decisão a tomar. Em todos os sectores da Administração.
Por exemplo, no que se relaciona com o modelo de segurança e defesa de
Portugal, que é o domínio sobre o qual penso poder pronunciar-me, haverá
que implantar uma estrutura para a segurança do Estado português que
permita, com eficiência: 1) avaliar permanentemente as ameaças de todo o
espectro que nos podem afectar (tanto as não militares como as militares);
2) analisar a cada momento a situação estratégica envolvente, e propor as
modalidades de acção convenientes aos órgãos de decisão política,
especialmente aos órgãos de soberania; 3) formular um Conceito Estratégico
Nacional que não respeite apenas às matérias da Defesa, mas envolva todas
as actividades do Estado e sirva de directriz orientadora/inspiradora para
a Nação.
Isto exigirá: serviços de informações eficazes, e a criação de um órgão de
staff e outro de conselho que apoiem os órgãos de soberania e os
responsáveis políticos; a reformulação das competências dos órgãos de
soberania, nomeadamente do Presidente da República que, sendo sempre eleito
pela maioria do povo soberano, deve ter voz activa em todas as decisões que
ameacem a independência nacional (de que é o supremo garante), qualquer que
seja o seu âmbito, e não apenas em assuntos de natureza militar, hoje muito
menos presentes e menos frequentemente decisivos do que os restantes.
Quanto às capacidades na Defesa, deverá ser urgentemente alterado o modelo
de Forças Armadas que está a ser implantado - característico do passado -,
transformando-o num modelo ágil (em vez de pesado), ajustado às
necessidades estratégicas com que nos defrontamos hoje e no futuro visível,
quer nos espaços de interesse estratégico imediato e próximo, quer nos
afastados (e não a necessidades estratégicas da guerra fria), e
racionalizado (atendendo de forma rigorosa às prioridades).
Isto exigirá a resolução dos problemas que paralisam as Forças Armadas
(pessoal, militar e civil, e orçamentos de funcionamento e de manutenção),
a rearticulação dos seus comandos e dispositivos com vista à respectiva
racionalização, e a revisão da Lei de Programação Militar. Nesta, deverão
ser cancelados os programas de segunda prioridade (e dispendiosos) -
segunda esquadra de F26 e respectivo improvement, substituição dos P3 e
substituição dos submarinos. E acelerada a execução dos restantes
programas, nomeadamente patrulhões (incluindo antipoluição), navio
polivalente logístico, transporte aéreo táctico e estratégico, busca e
salvamento, radares de defesa aérea, helicópteros para o Exército,
substituição das viaturas blindadas de rodas e das espingardas G3, e
estabelecimento de sistemas antiaéreos para a defesa de áreas sensíveis.
Neste primeiro e urgente esforço, deverá ainda ser revista a legislação de
segurança e militar, como a Lei de Defesa Nacional.
É indispensável um esforço de todos. A começar pelos responsáveis
políticos. Com demagogia, tibieza e falta de lucidez e de espírito
patriótico, não será possível afastar as graves ameaças que se colocam à
nossa independência nacional. Só com verdade, coragem, visão do interesse
nacional e patriotismo, haverá possibilidade de o conseguir. Todos seremos
julgados pela História.



Este Blog é apolítico, pobrezito, já está pago, isento de IVA... ( sujeito a alterações consoante a disposição do autor)

segunda-feira, fevereiro 28

QUER SE GOSTE OU NÃO, UMA COISA TEMOS DE RECONHECER: INSPIRA PAZ E CONFIANÇA ESTA IMAGEM.


Surpresa do Sumo Pontífice aos fiéis, que aplaudiram a sua aparição
João Paulo II surge à janela da clínica apesar das recomendações médicas
27.02.2005 - 11h21 PUBLICO.PT


O Papa João Paulo II, internado desde quinta-feira na clínica Gemelli, em Roma, onde foi sujeito a uma traqueotomia, acabou por aparecer de surpresa à janela do hospital, acenando aos fiéis e fazendo o sinal da cruz, apesar das recomendações médicas em contrário. Foi uma surpresa que o Sumo Pontífice fez aos fiéis reunidos em torno da clínica, que aplaudiram a aparição de João Paulo II.

O Vaticano tinha anunciado ontem que o Papa não iria ler hoje a sua mensagem de Angelus, uma vez que o Sumo Pontífice está temporariamente mudo, devido à intervenção cirúrgica, nem iria assomar à janela do hospital, como fez em ocasiões anteriores, a fim de evitar qualquer risco de infecção, concretamente dos pulmões, depois da intervenção que o ajudou a respirar. Esta ausência foi referida como a primeira nos 26 anos de Pontificado de João Paulo II.

Porém, a surpresa chegou poucos minutos depois das 12h00 locais (11h00 de Lisboa), quando o Papa surgiu à janela da clínica, acenando aos fiéis e fazendo o sinal da cruz.

Porém, o texto da mensagem do Santo Padre foi lido por Monsenhor Sandri, que conduziu a oração a Maria e deu, em nome do Santo Padre, a bênção apostólica aos fiéis na Praça de São Pedro.

Por todo o mundo católico sucedem-se as orações pelas melhoras do chefe da Igreja. De igual forma, a ansiedade também grassa entre os fiéis, que receiam pela débil saúde do Sumo Pontífice. Por seu lado, a comunidade judaica de Varsóvia também rezou pela saúde de João Paulo II, de 84 anos de idade.
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sexta-feira, fevereiro 25

BACORADAS OU BUSHARADAS?!?!?

E este "animal" ainda pensa que é o Paladino da Paz e do saber do Mundo... se ele fosse o reflexo do conhecimento do povo norte-americano, seria a prova provada que os tipos são mesmo uns "burros"; uma coisa é certa, que eles o reconduziram, isso é verdade! Mentes adormecidas ou mentes limitadas?!?!?...

"Eu gostaria de ter estudado latim. Assim eu poderia
comunicar melhor com o povo da América Latina."
(Se soubesse tinha estudado árabe para falar com o pessoal da serra da arrábida)
George W. Bush, Jr.


"A grande maioria de nossas importações vem de fora do país."
(Dahhhh..)
George W. Bush, Jr.


"Se não tivermos sucesso, corremos o risco de fracassarmos."
(quando fracassamos não ha risco nenhum de termos sucesso)
George W. Bush, Jr.


"O Holocausto foi um período obsceno na História da nossa
nação. Quero dizer, na História deste século. Mas todos vivemos
neste século. Eu não vivi nesse século."
(Ai...!!!)
George W. Bush, Jr., 15/09/95


"Uma palavra resume provávelmente a responsabilidade de
qualquer governante. E essa palavra é 'estar preparado'."
(uma,duas três, q importa?)
George W. Bush, Jr., 06/12/93


"Eu tenho feito bons julgamentos no passado. Eu tenho feito
bons julgamentos no futuro."
(Só não sabe julgar o presente)
George W. Bush, Jr.


"Eu não sou parte do problema. Eu sou Republicano."
(Com toda a razão: o problema é ele!)
George W. Bush, Jr.


"O futuro será melhor amanhã." (!!!!)
(ontem já não dá!!)
George W. Bush, Jr.


"Nós vamos ter o povo americano mais educado do mundo".
(sem palavras.....)
George W. Bush, Jr., 11/09/97


"Eu mantenho todas as declarações erradas que fiz."
(Mais burro é impossível!!!!)
George W. Bush, Jr.


"Nós temos um firme compromisso com a NATO. Nós fazemos
parte da NATO. Nós temos um firme compromisso com a Europa. Nós
fazemos parte da Europa."
(Nos fazemos parte da Mongólia. Nós somos mongos.)
George W. Bush, Jr.


"Um número baixo de votantes é uma indicação de que menos
pessoas estão a votar."
(Realmente brilhante)
George W. Bush, Jr.


"Nós estamos preparados para qualquer imprevisto que possa
ocorrer ou não."
(amén!)
George W. Bush, Jr., 22/09/97

Não tarda nada invadem o país para me levarem para Guantanamo... ao menos sei que o "post" passou os filtros daquela agência Americana que passa a pente-fino tudo o que se passa no ciberespaço... ehehe COISAS.

BOM FIM DE SEMANA

terça-feira, fevereiro 22

AINDA SOBRE TOLERÂNCIA:

MiChael JacKsoN

MicHael JacKson é meRda!
Música dimeRda!
Dança dimeRda!
Pedófilo dimeRda!

Ainda bem que ele é branco!

Tasssse bEmm!!!


Parabéns SOS Racismo... assim vão lá, concerteza. E depois querem dar-nos lições de tolerância!!

O TEXTO ACIMA REPRODUZIDO DOI RETIRADO DO BLOG DENOMINADO BLOGUETO - GANG DO GUETO RULA NO CADERNO DE BLOG QUE PODERÃO VISITAR EM: http://www.sosracismo.pt/ http://blogueto.blogspot.com/ - O responsável do Blog não tem qualquer responsabilidade na transcrição (nem no pseudo-português)

RACISMOS À PARTE...

RACISMO???...

Estou preocupado, deveras muito preocupado.
Na sequência dos tristes acontecimentos da passada semana, envolvendo o brutal homicídio do Agente Principal da PSP da Amadora, Irineu Diniz, muito se escreveu, com maior ou menor conhecimento de causa, e acima de tudo assistiu-se ao já habitual extremar de posições quanto aos procedimentos a tomar em relação às minorias étnicas que vivem (e trabalham) no nosso país. É "natural" o extremar de posições perante o que sucedeu, mas, é de espantar que esta bola de neve, que se arrasta há muito tempo, sempre cheia de promessas e mais promessas no tocante à resolução clara e definitiva do problema dos emigrantes em Portugal, seja aproveitada pelas facções mais extremistas do espectro político nacional, sendo capa legitimadora das suas reivindicações e acções, sejam elas pacíficas ou violentas. Se é compreensível a revolta das minorias (e em especial dos seus defensores) após actos de discriminação racial, étnica, etc., acabam por ser as subsequentes tomadas de posição tão ridículas e condenáveis como o são as posições antónimas, tomadas pelos que, perante actos atentatórios às Leis e ao Estado de Direito, apelam a medidas que quase roçam os contornos de uma "Solução Final" á boa maneira Nazi. Pena que, para certas franjas da sociedade nacional, só a acção de um agente policial contra um cidadão estrangeiro, quantas vezes enquadrada no quadro legal vigente, receba de imediato o epíteto de acção racista e xenófoba, já que não vejo histerias nem a plicação de rótulos - nem mesmo uma manifestação sólida de protesto - conta a acção dos seus "protegidos". Lamentável no mínimo.

Que fazer então? Muito sinceramente, creio que a solução, embora seja alvo de críticas de pseudo-defensores das liberdades, direitos e garantias, será a simples aplicação de Leis eficazes, claras e livres de subterfúgios que permitam a fuga à sua acção (os vulgarmente chamados buracos da lei) que, no meu modesto pensar, pouco têm de inocente. De uma vez por todas, deverá ser o problema encarado como uma prioridade nacional a bem do bem-estar social e das várias comunidades que formam o nosso país e deixar de haver este diálogo de surdos, nos quais os mais variados interesses semeiam ódios e modos de actuação que não levam a outro lado que não seja o extremar de posições.
Assistimos cada vez mais ao Ostracismo Social de uns e toda a panóplia de problemas sub-sequentes, enquanto no lado oposto, se acicatam os ânimos, como uma brasa entre a caruma da sociedade, tocada pelos ventos de ideologias totalitárias e de rancores para com a diversidade do pensamento humano, que mais tarde ou mais cedo se transformará num incêndio de ódios e violências gratuitas (às quais, não fosse isso demonstrado pela psicologia comportamental das multidões, no seu íntimo, ninguém, no seu prefeito juízo quererá). Há razões, conceitos e anseios legítimos de ambos os lados, mas, infelizmente, cada vez mais, a cobardia e inépcia de uma classe política que se barrica em ideologias "bacôcas", hipócritas e dignas de países terceiro mundistas, permite que este marasmo, este caldo de violência latente no nosso país, vá crescendo, deixando de forma inconsciente que se atinjam proporções que obrigarão à tomada de medidas extremas num futuro não muito longínquo. Só a falta de memória e visão política, sob todos os pontos de vista analisáveis, nos empurra para que, a acontecerem casos graves d e violentos da ordem pública em Portugal, sejamos alvo da censura da maioria, chacota de alguns e acusados de falta de previsão de situações após observado o que já se passou noutros locais do mundo. Já somos bastante criticados por muitos dos nossos parceiros europeus, não só pela forma como lidamos com o problema, mas tabém de como actualmente permitimos que a situação se arraste sem que haja definições na política de emigração e da resolução dos seus problemas.

Não vou referir aqui os inúmeros problemas com os quais se deparam autoridades administrativas, policiais e mesmo os próprios emigrantes, que legitimamente tentam melhorar a sua vida, já que são sobejamente conhecidos.

Enquanto lia algumas das notícias relativas à morte do Agente Irineu, encontrei um comentário a uma dessas notícias, proferido por um cidadão, que é o espelho da forma simplista de tratar este problema e que francamente me dá que pensar. Passo a transcrever esse comentário, relativo à visão que esse cidadão tem em relação ao sucedido e da comparação de situações perfeitamente opostas:

"Meus caros amigos racistas, se bem me lembro, no ano de 2003 um dito traficante (Celé) de raça negra foi morto pela polícia com 52 tiros, fez-se de conta que não se passou nada, porque, além de ser preto, era traficante, mas não se esqueçam que também era um ser humano. Meus senhores, cada um para a sua terra, sim senhor, mas os portugueses que estão fora são mais do que todos os imigrantes em Portugal..."

Ass. Nélson

Ora, os comentários valem o que valem, mas entre todos os que li (alguns de elavada carga xenófoba), este representa o sentimento de impunidade que actualmente se vive neste marasmo pantanoso em que se tornou Portugal, além de ser ele um comentário de contornos desumanizadamente xenófobo e intolerante. Ninguém sabe de nada e ninguém quer saber de nada. Borrifemo-nos para as Lei; é este o pensamento que hoje em dia vive inconscientemente na memória do povo, que só se manifesta após ser espicaçado por episódios mediaticamente esplorados, mas de igualmente se deixa embalar em cantos de sereia, trazidos por discursos inflamados, carregados de soluções e boas intenções. (Quem vem de fora, acreditem, interioriza o comportamento do cidadão nado e criado no país e legitima as suas acções, inconscientemente, pensando, que se eles que são de cá não cumprem, eu muito menos.)
Pena que, perante a banalização da violência, este anti-racista, antes de fazer o seu comentário, não tenha sido lesto a informar-se acerca do que na realidade se passa em países nos quais realmente se gere a força de trabalho externa. Veria ele que os emigrantes nacionais e/ou seus filhos, (mesmo os nascidos nos países de acolhimento), além de não serem habitualmente conhecidos por não socializar ou por não cumprir as regras dos países que lhes abrem as portas, quando confrontados com a lei, pela prática crimes, são expulsos desses países e, não são poucas as vezes o mesmo sucede por prática de actividades que não sendo consideradas crimes, são vistas como incorrectas e contra os costumes e leis dessa sociedade. O que aqui acontece é que, aqui são toleradas de uma forma anti-cívica a que o Nacional-Porreirismo Lusitano nos habituou e do qual toda uma corja de dirigente inconscientes deste país tirou partido, abusando do conceito de tolerância, transformando-o em laxismo e permissividade... Este cidadão, ou por falta de informação prévia e/ou por omissão propositada, independentemente de se discordar ou não da forma como esses acontecimentos sucederam, não referiu que, o indivíduo em causa, além de ter Mandato de Captura Internacional pela morte de um Agente da Polícia Holandesa, tinha um longo passado de crime e violência, quer fossem brancos ou negros. Aliás, na velha máxima que diz "o seguro morreu de velho", acabando por determinar a acção cautelosa da Polícia. O comportamento desse indivíduo perante quem lhe fizesse frente era de uma violência por demais comprovada. Assim, por muito que choque alguns, congratulo-me que possa hoje não lamentar a perda de vida de Agentes ou terceiros em consequência de uma menor tomada de cuidados numa acção de reposição de uma Ordem Legal não acatada e da qual o indivíduo era consciente. A própria população do Bairro da Cova da Moura, há muito vergada à vassalagem que prestava ao "REI" do Bairro resava no seu íntimo para que de uma forma ou outra alguém pusesse fim a tudo isto. Quem lhe fez frente (ou mesmo não alinhou nas suas actividades), foi pura e simplesmente eliminado.

As minorias, tendem na verdade a ridicularizar-se e a auto-vitimizar-se, caindo elas próprias nos seus erros e votando-se ao auto-ostracismo social, que mais não são que Ghettos.

Atente-se às tomadas de posição entre os Estados Europeus, que no tocante às suas políticas de trabalho e acolhimento de cidadãos comunitários, aplicam a pena de expulsão do estado por comportamentos anti-sociais ou que violem continuadamente a lei desse mesmo Estado. Cito, a título de exemplo, dois casos relativamente recentes:

Um Camionista Português, inadvertidamente ou não, transportava consigo uma arma de defesa, devidamente legalizada, tendo tentado passar com ela para Inglaterra, (país muito rigoroso quanto ao uso de armas de defesa), julgando talvez, que estando num estado comunitário e sendo ele cidadão dessa mesma UE, não seria objecto de especiais atenções. Assim não aconteceu e de imediato foi detido, aguardou julgamento detido e foi condenado a uma pena que, se a memória não me atraiçoa, ultrapassou os 4 meses de cadeia efectiva, além da pena pecuniária e perda da arma.

Não vou discutir as leis de um estado soberano, por isso escuso-me a mais comentários; unicamente deixo o meu lamento que as autoridades portuguesas não se tivessem insurgido pelo facto de um cidadão comunitário, seu nacional, ter sido mantido tanto tempo sem ser julgado, bem como de não ter cumprido a pena em Portugal,...

Agora, em jeito de remate, vejamos a posição do Estado Português em relação aos energúmenos "Holligans" que após serem detidos no Algarve por grave alteração da ordem pública e restantes actos delituosos, no recente Euro 2004, foram enviados para Inglaterra onde foram libertados, não porque o estado Britânico assim o desejasse, mas porque as burocracias, laxismo e acima de tudo, a falta de profissionalismo de todo o sistema português ter permitido que tal acontecesse... por um "lamentável" e grosseiro erro processual (pelo qual qualquer docente reprovaria um finalista de Direito)

Para finalizar, deixo esta à vossa reflexão: Acham eficaz o controlo de cidadãos ilegais, surpreendidos muitas vezes em actividades ilegais, criminosas, etc, sem moradas conhecidas? É eficaz esse controlo, quando a esse mesmo cidadão, depois de abordado, interceptado pelas autoridades, é simplesmente enviado em liberdade com uma notificação, para que se apresente voluntariamente se apresente num posto do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras? Os que aparecem, não são muitos, mereceriam mais atenção das autoridades; os restantes, uma esmagadora maioria, além de se rirem quando recebem o papel, dão-se ao luxo de ignorar essa notificação, além de lhe ser concedido o "previlégio" de repetir vezes sem conta esta falta. Decidam vocês...

... coisas...

Jó Carvalho


 

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